8 de dezembro de 2008

Estou patinando por dentro
Escorrego e perco a poesia.
Adúltera de mim.
A neblina cobre o mar que navego;
Um mar de cerveja em fumaça rósea
que escorre de dentro de meu lado sentimental.
Anormalizando coincidências embriagantes na vertigem
da noite amarela.
Amarela com o choro de suas lágrimas de cerveja em meu umbigo,
esse roseado de desafios carnais.
Porque choras? Minha pele já não é suficiente?
Nem sempre transpareço tudo o que sinto.
A não ser quando estás dentro de mim.
E quando me largas eu soluço pensando
nos beijos ardentes que demos e na minha mão
que procura seus seios e me fazem estremecer.
Porra!!!
Caralho...
Por que???
O por quê a gente entende depois
Agora só relaxa e goza...
(É o que tem a se fazer..)
Eu gozo porque respiro
Subo pro sul, morro do norte.
Eu gosto de ser cruel.
O quente empregnado na corrente sanguínea rápida,
libera cargas más ferozmente para a cabeça e coração,
pescoço e pulmão,
O suspiro do sim no escandaloso não corporal, carnal, espiral.
Espiral, como o azeite em suas nádegas suadas e cheirosas.
Espiral, como inspira e aspira a vida
num ato de dar um teco,
E a melhor piada lombrástica é rir de si mesmo.
E lombrar loucamente em um mosaico de drogas e bebidas
onde o meu maior vício é você.
Vai... ele disse pro nada!!!
Vai...
Num rompante de raiva e tesão
Rasgando as incômodas roupas
que restavam até então.

Bob Rodrigues
Thaisa Taguatinga
Tina Carvalho
Carina Portella
Izabela Parise
Luigi Pedone
André Guarany

Beirute
28/11/2008

2 comentários:

Anônimo disse...

ahhh, azeite...

Anônimo disse...

gostei.