13 de agosto de 2010

Quizera eu voar como os pássaros.
Foi muito boa a comida da Cida.
A saudade por você é imensa.
Acalento minhocas que alimenta os pássaros.
Oriundas de tardes contemplativas
de voo regurgitofágico...
Palavras vomitadas com gosto de vinho amargo.
Mas tudo é feito de silicone,
Nessa época de produtos industriais,
Onde todo o ar é cinza de idéias poluentes.
Cheio, sinto cheia, a comida...
Quanta gente! Preciso caçar a comida.
Que a vida seja intuição profunda.
Pela frente e pela bunda.
A vida é tão simples...
Tão boa de se viver!!!
A energia do encontro na sinergia das pessoas.

Vera
Ana
Lídia
Ana Cândida
André Guarany
Bob Melvin
Jeni Sousa
Delei
Cida
Lúcia

Almoço na casa da Cida
14/11/2009
- MôPôCô resgatado do papel mofado
. in memorian .
Bombardeado de informações,
me sinto renovado.
Invadido pela vontade do novo,
Inebriado, embriagado.
Num entardecer, ensolarado com pássaros piando.
A mente vai se alterando,
Pensamentos a se perder...
De vista,
passando e dando tchau aos que transitam.
Criando uma imobilidade homeopática,
que se fixa na pura e híbrida existência.
Existência que nos leva a rumos e derrumos
ocasionados pelo acaso de cada momento.
Que se enaltece e se transforma com dor ou sem dor.
Transformações necessárias...
Tudo igual a antes.
"Um museu de novidades"
Fresquinhas direto das covas.
Nós não queremos saber de inovações;
Queremos contemplar a rotina.
Rotina essa que nos entedia
e nos leva para o acaso com mais força de mudança,
para uma nova rotina.
Essa nova rotina, até quando aguentar?
Vou aguentar até agora.
Pois até mesmo o agora de amanhã
se tornará uma nova rotina.

André Guarany
Tina Carvalho

Piauí
04/08/2010
- momentos de rotina..
Luz da lua colorindo, fazendo sombras.
Dúvidas sobre tudo preenchem tudo,
dúvidas boas...
Os vinhos vão rodando, as energias se misturando.
E a lua vai descendo, descendo...
E neste estonteante padrão,
o movimento circunda as sombras.
Passando de mão em mão,
invariáveis ondas, nitidamente sonoras,
Laranja cheia, flameja as pedras, flamba a alma...
Flambando de luz incandescente.
Jogando palavreados rubros de indecência.
Variantes sensações estipuladas por vis sensações.
Sensações lunares; brilhantemente cheia!
Explosiva, submersa nas águas nascentes da emoção.
Tão azul, tão clara, artificial, aquática e gelada.
Passam em estradas empoeiradas deixadas no alto do morro.
Por lá as sensações vividas misturam-se
entre enjoos, delírios, risos e pios.
Que venham os anjos da internet e do poker.
Por favor, chame o atendente ou o gerente!
É, a lenha miou...
Melhor quente que frio!
Esquisito, psicodélico e bonito.
Melhor quente que frio!

Mariana Brites
Diogo Alves
André Guarany
Bob Melvin
Jeni Sousa
Vanessa Martins
Bruno Iunes

PIRENÓPOLIS
25/07/2010
- da aldeia de barro.
Alguém vem aí...

11 de agosto de 2010

Cultura vinícula mediada por cortinas documentais.
Vangloriadas terras de pó vermelho.
Bombando vida de dentro dos postes frios.
Brancos de cegueira vivencial.
Vidas microscópicas, sutis, incansavelmente no movimento.
Vidas dentro de vidas dentro de vidas dentro e fora do espaço considerado.
Vidas videiras vivências sorrisos e estrelas.
No escuro dá pra vê tudo!
Revelando as formas de trás das formas que formam.
A passagem até as árvores mostram
um infinito de tons de escalas que vão de preto a preto mais escuro.
Aquece a música quente que vem de carros.
Ao relento voa ao vento, digno da realidade,
que de uma vida vive de ilusão!
Mamãe pare a nave que nunca chegou.
O mito de Deus é arroz com feijão...
Amanhã não tem janta.
Mas minha mente é só café-da-manhã...
Com frutos, flores e frutas coloridas.
Sobretudo muitas pessoas coloridas!
Um brinde!
Numa espécie surpreendente da flora,
vislumbrado em mel divino.
Risos, palavreados, sensações rumo à fora,
combustível fossilizado de nós.
Peguem as chaves utilizadas para manter o prumo,
Conectamo-nos.

André Guarany
Bob Melvin
Jenifer Sousa
Vanessa Martins
Bruno Iunes
Psica Poética
Dioguim Diogum

PIRENÓPOLIS
25/07/2010
Os 7 chácaras do Bruno..
Invólucros por situações nefastas.
Envolvidos de sensações carnais.
Te faço homem, te beijo o peito.
Seu cheiro está enrolado nos meus pêlos.
Cheios de volupsia que faz o fato.
Gritando "ô" ou "nô", envolvimento do coração,
pegadas em você sem pensar.
Faço porque faço,
na carne se sente e estamos...
Traços, fatos entrelaçados envoltos,
soltos, perdidos nas casas.
Quando passa alastra.
Queima até os panos alheios.
Fogo na casa dos desejos torpes.
Possuir o que não é seu.
Corpo, indolúveis corpos.

André Guarany
Paulo Wenceslau
Cleiton de Jesus
Jean Bottentuit

Casa do Paulo
17/07/2010

5 de agosto de 2010

No espaço considerável, me perco em um esboço,
Nebulado, entre estrelas e vazios num tempo sem fim...
Contando cada segundo no precioso tempo que nos resta.
Perdido nos tubos que vejo quando acendo o isqueiro.
Presença que cristaliza a imagem;
Eternalizando a nostalgia cruel que nos rodeia.
Prende-se a história;
Registro geral da filosofia;
portador de vã sabedoria.
Masculino e feminino juntos!
Unidos por um elo visceral.
Forte e ao mesmo tempo tão frágil quanto as flores
que são arrancadas da terra
só para trazer a uma pessoa dias de vã felicidade.
As flores são clitóris que exalam seu cheiro,
atraem as abelhas, as pessoas e as vespas;
embelezam com cores,
tão efêmeras e frágeis quanto as vísceras do tempo.
As borboletas carregam os melados
para as bocas inquietas de suas ansiedades.
Tensão, coesão, tesão...
Mistura tudo e acrescenta gelo!
Expectativa que me mata.
Apoteótica!
Caos escorrendo por todos os buraquinhos das estruturas
e das pessoas também.
Desgovernado.
Em direções opostas.
Um calor desgraçado em uma terra que não chove
mas garoa de manhãzinha.
Depois por instante o céu cala tudo, silencia.
E passa...
Mais uma vez...

Bob Melvin
Jeni Sousa
André Guarany
Mariana Brites

Casa do Jacques
14/07/2010
- a flor tá matando o cacto, ou não?
O mapa terra se transforma em água.
Sentimentos, olhar, vínculo, pulsão...
Continua que depois eu lembro.
Ahh! Papinhos..!
Vou fazer dessa poesia uma confusão de sentimentos.
Entremeados por ilusões vãs.
Distorcidas de vivências caóticas.
Permeados pelas dissonâncias magnéticas.
Que unem o universo entre nós.
Vivemos, sentimos, vivemos...
E quantas despedidas?
É difícil descrever o sabor do seu rastro.
Até um dia,
Até talvez,
Até quem sabe...
Atordoado,
perdendo meu cabelo pelo ralo,
submerso na banheira de espumas escaldantes
recheadas de enxofre.
Chofer de coito.
Escada rolante pros afoitos e com mais degraus para os maus.
Colher de pau.
No fundo do poço.
No vômito do moço.
No caos de todo sempre.
Eternamente.

Lorena Aloli
André Guarany
Danilo Alves
Bob Rodrigues
Jean Bottentuit
Jacques Americaño
Karolchita da Balachita

Piauí
08/07/2010
A essência do ser humano está onde os seus odores estão.
Não há felicidade sem a essência.
Descubra o seu verdadeiro eu.
Seja sábio!
Só boceje, sem babar.
Samba, sebo, saco, sexo, suco e bar:
Suba logo à logarítimos.
Olhar...
Olho, boca, pele, cabelo e peito!
Seja bonito aqui na minha boca.
E derreta com o áspero da minha língua.
Molhada de desejos inadiáveis.
Se dispa na minha frente.
Quero contemplar o belo.
Seus olhos e sua boca refletem dentro do meu ser.
Me fortalece dentro de sua própria natureza e essência.
Seus bagos e sua rola se metem dentro do meu ser.
Me fortalece, lê-se: fora desse.
As bocas se calam. Um silêncio espremido no canto.
Cala a boca e me beija.
Me entope dessa essência calorosa.
Arrepiando a nuca e coçando a barriga.
É raro te sentir parte de mim.
Sinto simplesmente a forma de sua existência.
O perfume e a sua panorâmica forma.
Sua assetividade é a essência do ser.
Seu perfume é minha paranóia.
Minha nora é o azedume da fossa.
Não fosse o bom censo,
cem por cento tava frito.
Assado, cozido, frito, em conserva.
É bom sentir o olho no olhar,
dentro do fundo do raio de luz.
Luz refletida pelo sol,
Quente como o órgão pulsante de sangue.
Vivo como o fogo,
Vivo com o sexo.
Sexista existencialista!!

Karolchita da Balachita
Jacques Americaño
Jeni Sousa
André Guarany

Piauí
30/06/2010
- ao aniversário da psica, a essência da Karol e o belo da tarde..
Um dia, não terei mais engrenagens dentro de mim.
Minha vida escorrerá, deslizará para fora daqui.
Dias de muitas lembranças.
Dança nova de roldanas.
Cova rasa, sancho pança;
Memória curta de criança, grande coisa.
Grande como as coisas simples da vida;
Amenizadas pelo pesar da inexperiência;
Vividas com sensações dolorosas;
Marteladas de experiência.
Experiência e dor!
E também a delícia de ser e sentir na essência.
Existir é necessário,
mas a vida não é tão bela.
Vamos, usurpem depressa essa vida serena...
Sem limites e sem culpa.
Afinal de contas,
"a culpa é um conceito judaico cristão criado pra vender a ilusão do paraíso".
Fomos feitos pra viver, escrever esses e zês.
Dou-me a culpa dessa vida laica.
Desregrada e dada, porém feliz contemplada.
Vivida e jogada.
Aproveitada dia-a-dia
na estrada que se tem na vida.
Comemorem a vida!

Bob Melvin
Jacques Americaño (Os Dalai-Lamas do Sucesso)
André Guarany
Selma Damasceno
Karoline Oliveira
Érika Persan
Cleiton Jesus
Jeni Sousa

Piauí
07/06/2010
Eu me abstenho dessa classificação dita realista.
Lógico, pois transborda o desejo que brota a essência das vanguardas.
Sou vanguardista, mas compartilho a realista!
Pós contemporâneo de si mesmo.
Minimalista por existência.
Transparecida pelo cubismo verde,
concluída no modernismo.
Pós-moderno na liberdade de ser quem você quiser ser.
Vamos celebrar a diversidade!!
E viva a globalização.
É, pode crer. Viva toda essa porra aí.
De tantas graças que vêm a porra,
não canso de me manifestar.
Viva, a Glória caralha.

Cleiton Jesus
André Guarany
Karolchita da Balachita
Felipe Leite

Piauí
18/05/2010
- Caralha!!
(sobre classificações e movimentos)
Entre o céu e a terra existe muito mais do que supõe.
Nossas pequenas angiometrias,
Mas céu e terra se prostram perante mim.
Minha filosofia rege toda a vida: Eu sou Deus!
Lado original da espiritualidade.
Inferno, céus.
Naturalismo de saber se encontrar, filosofar.
O natural deveria ser amar,
O que infelizmente é matar o desejo.
Quando haverá de haver o viver
Sem ter que matar o amor
que quer prevalecer?
Eu vou seguir meu, nosso caminho.
Sem ouvir o que faz mal.
Mas não vou, não posso, talvez queira, mas não vou ficar sozinho...
Fingindo sentir o que não sinto, posso ser honesto comigo?
Concidências fingindo o tempo todo o que não é,
Eu quis dizer você não quis escutar,
falar para o que está aqui.
Claro que não estou sozinho...
Tenho ela, a ência!
E se minha consciência sobrecarrega minha alma com lágrimas,
tenho a certeza de que minha ciência de viver,
é estar sempre a buscar o apogeu.
Pois o que quero na verdade
é me perder sempre em bons caminhos de uma alegria,
de uma efervescência.
Mas nunca vou parar de aprender.
Porque sempre fui um ser que aprende.

Daniel Carvalho
Paulo Wenceslau
Rubens D'Álima
Marcelo Van de Kamp