28 de julho de 2011

A tinta amarela compõe uma felicidade fosca
Cai um sorriso da aquarela, cresce uma cidade da fossa
Sua pompa inteira: beleza e merda.
Você não é o que é por dentro.
São suas atitudes que definem o que você é.
São atitudes que definem,
mas quando a questão é abstrata, falta alguma coisa mais,
algo que de fato retrata. No fim é só o que falta
- compacta -
Empata...
a pauta retrara - Impacta
Fatal farsa
comparsa
ameaça
e que assim se faça
Enquanto o dia e a vida passa.
O mundo espera que eu faça valer cada sorriso e lágrima
que em seu rosto eu possa ver
Enquanto prefiro ver pouco e morro,
O choro que treina prantos, os risos das gargalhadas
Eu não sou uma tragédia bonita;
sempre fui uma piada.
Uma grande piada de mau gosto que todos riem sem graça.
Os aplausos vem gipócritas nos ouvidos de todos.
Todos somos piadas, entendeu Lorena?!
Piadas que redirigem o sentido
que eu desenhei em você com nome do meu amor.
Entender pra quê?
Tem que sentir de verdade o fogo aquecendo o contorno dos pés.
Na real, o melhor é aquecer e pensar no cigarro que tá acabando.
Ou só viajar.
E ir pra festa dia 21 de agosto.
21 não quer dizer 28? Quem sabe.
Quem sabe é o bom vivant,
cheio de razões em vão.

Daniel Carvalho
Filipe Gordo
Mari Brites
Lud Ludens
Kyll Nunes
Daniel Caralho de novo!!
Pedro Mesquita
Lorena Aloli
Felipe Buna
F.H.A.S. Kid 15
Ricardo de Souza
André Guarany

Casa da Lorena Calábria
19/07/2011

26 de julho de 2011

O momento preciso de precisar de algo.
Algo preciso.
Preciso de algo mas não é o momento de realizar a origem das coisas,
momentos universais.
Talvez imaginários mas existentes.
Então por que não eu "talvez imaginário"
construa momentos únicos que no momento não consigo imaginar?
Imaginações fúnebres, estanques visuais.
Sensitivamente ambicioso,
Duramente obsoleto.
Resolvi inverter tudo que eu queria dizer:
Era vontade de ter... mas o quê?
Mas nem tudo o que eu tenho me pertence.
O que está comigo é livre.
Os que vivem e são feitos de madeira queimam minhas entranhas,
Moram em minhas estradas;
Seus ossos ácidos fazem de suas pegadas, minhas façanhas.
Consumir, incorporar,
a cada passo do caminho fiz meus todos aqueles a quem encontrei.
Eu sou todos, uma comunidade em um.
E sou também um, eu comigo mesmo.
O homem e a comunidade.
Sozinho mas nunca só.
Nós somos o que somos e não fico triste por ser maluco.
Os loucos são a luz,
vieram para confundir os sábios.

Lorena Aloli
Ricardo de Souza
André Guarany
Mariana Brites
Gabi Plim
Daniel Caralho !
TK Yamanaka
Isaac Sassi
F.H.A.S. (Kid 15)

Casa da Lorena Calábria..
19/07/2011
môpôcô = POEMA DE CORPO MUTILADO
Daqui de onde o silêncio impera,
As tatuagens se movem sobre a pele,
Mas não o fazem sem toda dor,
E a dor é maior quando abafada pelo eco da ausência
de som...
O silêncio que tudo vê;
A complacência que todo sente;
Amascarado de transparências.
Véu do nu.
Sentindo o que não se sente.
Que espécie ilustre é essa que se cala.
Falas e falos nos faróis;
Vistos e revestidos em véus de favas;
Meus faustos fastis.
Decorados com cores, dores e bolores.
Fósseis e fossas dos fascínoras,
Com as entranhas entreabertas.
Quase arregaçadas por ferozes flores foices.
Talvez uma inchada bem grande quem sabe?
Para acabar é só colocar uns pingos nos "is".
Depois agarra a página, saca dela tudo de podre
e coloca um ponto final neste texto.
Mas o fim só deve vir se for consentido e coletivo.

Daniel Carvalho
André Guarany
Karoline Oliveira
Bob Melvin
Jean Bottentuit
Bichard de Souza
Jeni Sousa
Mari Brites

Piauí
03/07/2011
iii Mô Pô Cô Pô Mô ...
. fim do Clãdestin{A}to .
//////////// 100 MôPôCô´S /////////////

Estamos vertiginosos;
Embaralhadas contemplações;
Andróginas elucubrações.
Estamos estando,
Estamos estrambólicos,
Estradas escuras.
Caminhos estranhos,
Desertos e mares,
Novos caminhos.
Traçado muitas vezes sem querer, mas,
Postos para serem vividos.
Postes para serem vivenciados,
Luzes para serem engulidas;
Ondas para trazer razão.
Amor para trazer sorte;
Você para trazer dúvidas;
Cerveja para abrir as portas.
Sorte por conhecer,
Amar por amar,
Abrir o coração.
Viver o hoje, o agora e esta explosão de coisas existentes.

André Guarany
Bob Rodrigues
Luna Rufino
Ricardo de Souza

Piauí
14/06/2011
- Feliz aniversário de 27 anos (Igorette) ou 1 semana.
As datas se confundem, aluga-se um coração.

/////////// 100 mÔpÔcÔ´s /////////////
Um chopp, dois, três, não sei..
Sei que quando posso beber uma cervejinha o torresmo não escapa.
Os sabores da vida não tem jeito, é pegar ou largar,
Ser ou não ser, é simplesmente querer, a fronteira do sabor..
O sabor é eterno, seja do céu ou do inferno.
Bebemos para esquecer ou bebemos para viver?
Pois se beber é coisa do inferno,
então viverei eternamente ao lado do demônio.
Mas será mesmo que bebo com o demônio
ou quando eu não bato o carro estou com deus?
Deus é o vento, fim do firmamento,
se o livramento é o refúgio, procuro o lugar seguro, enfim, o sei lá...
Às vezes o lar não é sua casa, às vezes você não é você, e o bar...
Se torna seu lar.
E às vezes sou feito de sangue e de álcool,
às vezes sou álcool e sangue,
às vezes tem muito sangue no meu álcool,
Mas agora tem muito álcool no meu sangue.

Ricardo de Souza
Alexandre Faro
Leandro Brito
Roberto Azevedo