26 de julho de 2011

O momento preciso de precisar de algo.
Algo preciso.
Preciso de algo mas não é o momento de realizar a origem das coisas,
momentos universais.
Talvez imaginários mas existentes.
Então por que não eu "talvez imaginário"
construa momentos únicos que no momento não consigo imaginar?
Imaginações fúnebres, estanques visuais.
Sensitivamente ambicioso,
Duramente obsoleto.
Resolvi inverter tudo que eu queria dizer:
Era vontade de ter... mas o quê?
Mas nem tudo o que eu tenho me pertence.
O que está comigo é livre.
Os que vivem e são feitos de madeira queimam minhas entranhas,
Moram em minhas estradas;
Seus ossos ácidos fazem de suas pegadas, minhas façanhas.
Consumir, incorporar,
a cada passo do caminho fiz meus todos aqueles a quem encontrei.
Eu sou todos, uma comunidade em um.
E sou também um, eu comigo mesmo.
O homem e a comunidade.
Sozinho mas nunca só.
Nós somos o que somos e não fico triste por ser maluco.
Os loucos são a luz,
vieram para confundir os sábios.

Lorena Aloli
Ricardo de Souza
André Guarany
Mariana Brites
Gabi Plim
Daniel Caralho !
TK Yamanaka
Isaac Sassi
F.H.A.S. (Kid 15)

Casa da Lorena Calábria..
19/07/2011
môpôcô = POEMA DE CORPO MUTILADO

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