15 de dezembro de 2010

Na falta de céu ninguém voa.
Nos vôos da terra tudo sôa.
Ressôa, e transforma o que vê.
Pelas têmporas que voa.
E o que sobra?
O que a luz da consciência deixou de iluminar...
e sobrou o escuro...
Escuro como a noite, que se apresenta.
De repente estoura o estrondo
do trovão... a chuva cai...
Molhando, hidratando,
fazendo as pequenas vidas das plantas a voltarem a sorrir.
Goles, grandes goles de chuva.
A terra vai sorvendo simplesmente.
Uma chuva constante e fortemente útil.
Orgânico e vivo.
Passamos a vida a limpo!
E então descobrimos o primor do rascunho...

Luigi Pedone
Danilo Alves
Jeni Sousa
Isabella de Menezes

Beirute
27/11/2010
22:57
A árvore chove depois da chuva
Zum Zum, Xícaras Voadoras
Unidas Torcendo Sífilis
Rastejando Querosene Puro Onde Nada Morre Lindamente
Jazz Igual Helicópteros Grotescos Falsos
Esdrúxulos Dromedários Calcasianos
Bigodes Azuis.

Daniel Chaudon
Bob Rodrigues
Jean Bottentuit
Mariana Brites
Kachanga
Bodhi
Alonso Bento

Casa de Bodhi, sob a luz de flores falsas.
22/11/2010
O avião se despede por mim e o preto se percebe cativo.
Andava Bêbada,
Carente Demais.
Eufórica, Fantasiando Gatinhos Heterogêneos.
Imagens Jovens Lúdicas:
Misteriosas, Narcisistas.
Opulentas Panquecas Quentes
Raramente Substituem
Traficantes Uniformizados
Varrendo Xoxotas
Zizi!

Jean Bottentuit
Bob Rodrigues
Daniel Chaudon
Kachanga
Bodhi
Mariana Brites
Alonso Bento

Casa do Bodhi, da Kachanga, da pequena e dos paraquedistas.
22/11/2010
Acabarei Bem com Dois Elefantes Folgados.
Grande Homem!
Imaginei Jogar Limão,
Mas Não Obtive Permissão.
Quem Resolveu Sair Transitando Ultimamente
Vai Xeretar Zinco.

André Guarany
Paulo Wenceslau
Jean Bottentuit
Jacques Americãno

Casaré
02/11/2010

Zarpei Xoxo,
Vomitei um Treco Saindo Rasgando, Queimando Porra!
Oh! Nunca mais Lombrei.
Julguei Ionara.
Hoje Gozei Fantasticamente entre Deus Currado Batendo Asas.

Jean B.
Paulo W.
André G.
Jacques A.
Zarpei Xeretando Vanessa Unindo Tudo.
Saboreei Ricota Quente Pernil ou Nada.
Minha Linda Joia Igual Havia Gostado
Familiarmente
Entre Decisões com Biscates Atormentadas.

Jean Bottentuit
Paulo Wenceslau
André Guarany

Casaré
30/10/2010

25 de outubro de 2010

Amanhã Beijarei Carlos.
Deviróticamente, Exuberantemente
Fazendo Gostozuras Híbridas Insanas.
Jamais Lembrarei Momentos Narcóticos
Onde Propositalmente Questionei
Resoluções Satisfatórias.
Tanto Uivei..
Vadia!
Xinguei Zaratustra.

Bob Rodrigues
Jean Bottentuit
André Guarany
Mariana Brites
Ana Eliza
Budão Antunes
Thaís Mallon

Piauí
23/10/2010
Somos todos recentes
Parentes do pó, da carne
O barulho da luz me incomoda.
Vinicius lambe o silêncio.
Goza na escuridão.
Duplicação de sensações elevadas.
Vampirização sadia.
No quarto escuro,
sinto o calor das tuas pernas.
Desequilíbrio, tesão.
É na cama que a gente sela nosso encontro.
É no seu corpo meu refúgio.
Sua barriga, meu abrigo.
Taquicardias.
Meu coração dividido em dois.
Enfim.
Amo
E fim.

Bob Rodrigues
André Guarany
Budão Antunes

Casaré
22/10/2010
Antes Beatriz Cagava Do Estômago,
Faltava Gentileza Heróica.
Imaginava Jacarés Lingudos
Mamíferos Nascidos Onde Perguntavam
Querendo Roçar Suas Tarântulas Ululantes
Viúvas, Xexas Zangadas.

André Guarany
Bob Rodrigues
Budão Antunes
Paulo Wenceslau
Jean Bottentuit

Casaré (o novo bordel da city..)
22/10/2010
- o fantástico mundo de...

20 de outubro de 2010

Até aonde é o limite do conhecimento!
Deus! Blasfêmia!
Histeria! Histrionidade!
Pensei que dentro de mim era FORA...
Leituras, lábios..
Mastigue toda a poesia da minha pele
Leminski joga as palavras e a sujeira.
De que são feitas as suas cores?
Viajo em todas as Marias...
Tardes de agora.
Deliciosamente indecente sua saia!
Nona música tocou mais cedo na minha memória.
No jardim de delícias
é cor e poesia viver...
Cogumelos a frente!
Faremos chá quando ficarem azuis!
Torpes como os Smurfs
Sutis como os Gremlins
Viciados como nós...
Kremilin, Berlim...
Elisamênia...
Bebo gasolina, carolina, margarina.
Tua fumaça me traga.
Me afogo no seu verde.
Eu vi nos teus olhos,
os meus brilhavam também...
E no reflexo do seu brilho
Descobri cachos de delicadeza e desejo.
OMB, seu nome em mim.

Simone Santiago
André Guarany
Bob Rodrigues
Mariae

Casa da Bob
28/01/1969
- De volta para o futuro,
pois eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios..
(verdade mesmo, 17/10/2010)

16 de outubro de 2010

Escrever abraçado as palavras como as amigas mais amadas,
A noite é abraçada pelo calor.
Os corpos perambulam e interagem.
Das sutilezas as lombras vão sendo degustadas
Os rumores permeiam o que não é solução.
És que chega a ambulância!
Apressando mais do que o relógio, separando.
Rendidos em um sistema vigente incrédulo.
Mistificando.
A partir de agora o relógio vai contando ao regresso.
Pra ouvir de manhã o som de todas as cores.
Tateando os sentidos!
O agora é aleatório.
Tudo acontece e mesmo assim continuamos aqui.
O isolamento, o vórtice, o acaso...
Continuemos pois...
Continuemos.
A nos arrepender das loucuras não cometidas,
das paranóias sem sentido
e da estupidez dos seres.
Seres nostálgicos!!!
Dia dia incerto, prato sem rango.
E agora, o que eu faço? Deus me ajude!!!!
Chamamos nomes insólitos em socorro,
seres ou não seres eis aqui estão.
E sobre nossas cabeças a névoa cinzenta da insegurança.
Os pensamentos voam pelo ar do apartamento
com delicadezas de felinos carinhosos.
Cazuza enche o quarto com a fumaça de seu cigarro.
Através da música:
Será que você ainda pensa? em mim?...
Penso com todo amor que houver nessa vida.
Vida essa única jogada, lascada
Parte das partes do meu "eu" que encontro
Faz parte!
Do movimento que gera em todas as formas geométricas.
Dos ventos que passam, recruzam,
imitam, transformam, sugerem.
Dos órgãos que pulsam, que sentem.
Do fluxo livre. Do pensamento abstrato.
Da lógica intraduzível. Do coletivo pessoal.
De onde tudo recomeça.
Através de olhos que pareciam ser de vidro
Através de uma pulsação, pulsação, pulsação...
Vários ritmos...
Livre ação momentânea de conseguir transcender.
Somos constantes inseridas num ciclo desordenado.
Desordem ladra da segurança.
Seguro, sexo, sexo, seguro.
Aonde você foi parar?
Olho teu olhar e percebo que nem você sabe...
Quando você se encontrar,
me procura, talvez você vá me encontrar.
Em um castelo, em uma quite,
ou até mesmo na Rodoviária do Plano Piloto
querendo aquele prazer:
CIGARRO.

Hércules Sousa Teixeira
Thaisa Taguatinga
Cleiton Jesus
Mariana Brites
Alonso Bento
Carina Portella
Ricardo de Souza

Casa do Daniel, Taguá
10/10/2010
- enquanto eu levava pontos na cabeça,
1º môpôcô do Alonso..
Eu sou a verdade.
Me apaixono até na escada.
A cada degrau que desço,
solto baforadas de fumaça e engulo a cachaça presa
entre a língua e o céu da boca,
causo neblinas e confusões etílicas...
Eu tenho escarrado em uma boca,
porque dela não sinto desejo,
contudo existe outra que por ela quero apreço.
Qual seu preço?
Vale o quanto pesa?
Quero então todo o chumbo do teu olhar,
pode me endividar até a alma.
Processo-método de resolução de conflitos.
Coisa julgada.
Processo que não cabe mais recurso.
Devassa, sim é ela, ela se destaca.

Simone Santiago
Bob Rodrigues

Piauí
30/09/2010

10 de setembro de 2010

Vivemos roxos com borboletas livres
Liberdade é o anseio da calma.
Um pouco mais de nós para nós mesmos.
Sempre a ser mais do que a capacidade humana
amarelando o sol de cada dia,
que aquece a sua pele.
Meu corpo sobre sua pele verde;
Verde ver detenho teus poros abismais
que altera o rumo do meu dedo cru;
Recomendações...
Recordações...
Ai! Que dor no peito.
Meu coração, será?
Cadê meu peito?


André Guarany
Paulo Wenceslau
Jean Bottentuit
Marcelo Nenevê

CineBrasília
15/08/2010
mopocú barrigudo..

13 de agosto de 2010

Quizera eu voar como os pássaros.
Foi muito boa a comida da Cida.
A saudade por você é imensa.
Acalento minhocas que alimenta os pássaros.
Oriundas de tardes contemplativas
de voo regurgitofágico...
Palavras vomitadas com gosto de vinho amargo.
Mas tudo é feito de silicone,
Nessa época de produtos industriais,
Onde todo o ar é cinza de idéias poluentes.
Cheio, sinto cheia, a comida...
Quanta gente! Preciso caçar a comida.
Que a vida seja intuição profunda.
Pela frente e pela bunda.
A vida é tão simples...
Tão boa de se viver!!!
A energia do encontro na sinergia das pessoas.

Vera
Ana
Lídia
Ana Cândida
André Guarany
Bob Melvin
Jeni Sousa
Delei
Cida
Lúcia

Almoço na casa da Cida
14/11/2009
- MôPôCô resgatado do papel mofado
. in memorian .
Bombardeado de informações,
me sinto renovado.
Invadido pela vontade do novo,
Inebriado, embriagado.
Num entardecer, ensolarado com pássaros piando.
A mente vai se alterando,
Pensamentos a se perder...
De vista,
passando e dando tchau aos que transitam.
Criando uma imobilidade homeopática,
que se fixa na pura e híbrida existência.
Existência que nos leva a rumos e derrumos
ocasionados pelo acaso de cada momento.
Que se enaltece e se transforma com dor ou sem dor.
Transformações necessárias...
Tudo igual a antes.
"Um museu de novidades"
Fresquinhas direto das covas.
Nós não queremos saber de inovações;
Queremos contemplar a rotina.
Rotina essa que nos entedia
e nos leva para o acaso com mais força de mudança,
para uma nova rotina.
Essa nova rotina, até quando aguentar?
Vou aguentar até agora.
Pois até mesmo o agora de amanhã
se tornará uma nova rotina.

André Guarany
Tina Carvalho

Piauí
04/08/2010
- momentos de rotina..
Luz da lua colorindo, fazendo sombras.
Dúvidas sobre tudo preenchem tudo,
dúvidas boas...
Os vinhos vão rodando, as energias se misturando.
E a lua vai descendo, descendo...
E neste estonteante padrão,
o movimento circunda as sombras.
Passando de mão em mão,
invariáveis ondas, nitidamente sonoras,
Laranja cheia, flameja as pedras, flamba a alma...
Flambando de luz incandescente.
Jogando palavreados rubros de indecência.
Variantes sensações estipuladas por vis sensações.
Sensações lunares; brilhantemente cheia!
Explosiva, submersa nas águas nascentes da emoção.
Tão azul, tão clara, artificial, aquática e gelada.
Passam em estradas empoeiradas deixadas no alto do morro.
Por lá as sensações vividas misturam-se
entre enjoos, delírios, risos e pios.
Que venham os anjos da internet e do poker.
Por favor, chame o atendente ou o gerente!
É, a lenha miou...
Melhor quente que frio!
Esquisito, psicodélico e bonito.
Melhor quente que frio!

Mariana Brites
Diogo Alves
André Guarany
Bob Melvin
Jeni Sousa
Vanessa Martins
Bruno Iunes

PIRENÓPOLIS
25/07/2010
- da aldeia de barro.
Alguém vem aí...

11 de agosto de 2010

Cultura vinícula mediada por cortinas documentais.
Vangloriadas terras de pó vermelho.
Bombando vida de dentro dos postes frios.
Brancos de cegueira vivencial.
Vidas microscópicas, sutis, incansavelmente no movimento.
Vidas dentro de vidas dentro de vidas dentro e fora do espaço considerado.
Vidas videiras vivências sorrisos e estrelas.
No escuro dá pra vê tudo!
Revelando as formas de trás das formas que formam.
A passagem até as árvores mostram
um infinito de tons de escalas que vão de preto a preto mais escuro.
Aquece a música quente que vem de carros.
Ao relento voa ao vento, digno da realidade,
que de uma vida vive de ilusão!
Mamãe pare a nave que nunca chegou.
O mito de Deus é arroz com feijão...
Amanhã não tem janta.
Mas minha mente é só café-da-manhã...
Com frutos, flores e frutas coloridas.
Sobretudo muitas pessoas coloridas!
Um brinde!
Numa espécie surpreendente da flora,
vislumbrado em mel divino.
Risos, palavreados, sensações rumo à fora,
combustível fossilizado de nós.
Peguem as chaves utilizadas para manter o prumo,
Conectamo-nos.

André Guarany
Bob Melvin
Jenifer Sousa
Vanessa Martins
Bruno Iunes
Psica Poética
Dioguim Diogum

PIRENÓPOLIS
25/07/2010
Os 7 chácaras do Bruno..
Invólucros por situações nefastas.
Envolvidos de sensações carnais.
Te faço homem, te beijo o peito.
Seu cheiro está enrolado nos meus pêlos.
Cheios de volupsia que faz o fato.
Gritando "ô" ou "nô", envolvimento do coração,
pegadas em você sem pensar.
Faço porque faço,
na carne se sente e estamos...
Traços, fatos entrelaçados envoltos,
soltos, perdidos nas casas.
Quando passa alastra.
Queima até os panos alheios.
Fogo na casa dos desejos torpes.
Possuir o que não é seu.
Corpo, indolúveis corpos.

André Guarany
Paulo Wenceslau
Cleiton de Jesus
Jean Bottentuit

Casa do Paulo
17/07/2010

5 de agosto de 2010

No espaço considerável, me perco em um esboço,
Nebulado, entre estrelas e vazios num tempo sem fim...
Contando cada segundo no precioso tempo que nos resta.
Perdido nos tubos que vejo quando acendo o isqueiro.
Presença que cristaliza a imagem;
Eternalizando a nostalgia cruel que nos rodeia.
Prende-se a história;
Registro geral da filosofia;
portador de vã sabedoria.
Masculino e feminino juntos!
Unidos por um elo visceral.
Forte e ao mesmo tempo tão frágil quanto as flores
que são arrancadas da terra
só para trazer a uma pessoa dias de vã felicidade.
As flores são clitóris que exalam seu cheiro,
atraem as abelhas, as pessoas e as vespas;
embelezam com cores,
tão efêmeras e frágeis quanto as vísceras do tempo.
As borboletas carregam os melados
para as bocas inquietas de suas ansiedades.
Tensão, coesão, tesão...
Mistura tudo e acrescenta gelo!
Expectativa que me mata.
Apoteótica!
Caos escorrendo por todos os buraquinhos das estruturas
e das pessoas também.
Desgovernado.
Em direções opostas.
Um calor desgraçado em uma terra que não chove
mas garoa de manhãzinha.
Depois por instante o céu cala tudo, silencia.
E passa...
Mais uma vez...

Bob Melvin
Jeni Sousa
André Guarany
Mariana Brites

Casa do Jacques
14/07/2010
- a flor tá matando o cacto, ou não?
O mapa terra se transforma em água.
Sentimentos, olhar, vínculo, pulsão...
Continua que depois eu lembro.
Ahh! Papinhos..!
Vou fazer dessa poesia uma confusão de sentimentos.
Entremeados por ilusões vãs.
Distorcidas de vivências caóticas.
Permeados pelas dissonâncias magnéticas.
Que unem o universo entre nós.
Vivemos, sentimos, vivemos...
E quantas despedidas?
É difícil descrever o sabor do seu rastro.
Até um dia,
Até talvez,
Até quem sabe...
Atordoado,
perdendo meu cabelo pelo ralo,
submerso na banheira de espumas escaldantes
recheadas de enxofre.
Chofer de coito.
Escada rolante pros afoitos e com mais degraus para os maus.
Colher de pau.
No fundo do poço.
No vômito do moço.
No caos de todo sempre.
Eternamente.

Lorena Aloli
André Guarany
Danilo Alves
Bob Rodrigues
Jean Bottentuit
Jacques Americaño
Karolchita da Balachita

Piauí
08/07/2010
A essência do ser humano está onde os seus odores estão.
Não há felicidade sem a essência.
Descubra o seu verdadeiro eu.
Seja sábio!
Só boceje, sem babar.
Samba, sebo, saco, sexo, suco e bar:
Suba logo à logarítimos.
Olhar...
Olho, boca, pele, cabelo e peito!
Seja bonito aqui na minha boca.
E derreta com o áspero da minha língua.
Molhada de desejos inadiáveis.
Se dispa na minha frente.
Quero contemplar o belo.
Seus olhos e sua boca refletem dentro do meu ser.
Me fortalece dentro de sua própria natureza e essência.
Seus bagos e sua rola se metem dentro do meu ser.
Me fortalece, lê-se: fora desse.
As bocas se calam. Um silêncio espremido no canto.
Cala a boca e me beija.
Me entope dessa essência calorosa.
Arrepiando a nuca e coçando a barriga.
É raro te sentir parte de mim.
Sinto simplesmente a forma de sua existência.
O perfume e a sua panorâmica forma.
Sua assetividade é a essência do ser.
Seu perfume é minha paranóia.
Minha nora é o azedume da fossa.
Não fosse o bom censo,
cem por cento tava frito.
Assado, cozido, frito, em conserva.
É bom sentir o olho no olhar,
dentro do fundo do raio de luz.
Luz refletida pelo sol,
Quente como o órgão pulsante de sangue.
Vivo como o fogo,
Vivo com o sexo.
Sexista existencialista!!

Karolchita da Balachita
Jacques Americaño
Jeni Sousa
André Guarany

Piauí
30/06/2010
- ao aniversário da psica, a essência da Karol e o belo da tarde..
Um dia, não terei mais engrenagens dentro de mim.
Minha vida escorrerá, deslizará para fora daqui.
Dias de muitas lembranças.
Dança nova de roldanas.
Cova rasa, sancho pança;
Memória curta de criança, grande coisa.
Grande como as coisas simples da vida;
Amenizadas pelo pesar da inexperiência;
Vividas com sensações dolorosas;
Marteladas de experiência.
Experiência e dor!
E também a delícia de ser e sentir na essência.
Existir é necessário,
mas a vida não é tão bela.
Vamos, usurpem depressa essa vida serena...
Sem limites e sem culpa.
Afinal de contas,
"a culpa é um conceito judaico cristão criado pra vender a ilusão do paraíso".
Fomos feitos pra viver, escrever esses e zês.
Dou-me a culpa dessa vida laica.
Desregrada e dada, porém feliz contemplada.
Vivida e jogada.
Aproveitada dia-a-dia
na estrada que se tem na vida.
Comemorem a vida!

Bob Melvin
Jacques Americaño (Os Dalai-Lamas do Sucesso)
André Guarany
Selma Damasceno
Karoline Oliveira
Érika Persan
Cleiton Jesus
Jeni Sousa

Piauí
07/06/2010
Eu me abstenho dessa classificação dita realista.
Lógico, pois transborda o desejo que brota a essência das vanguardas.
Sou vanguardista, mas compartilho a realista!
Pós contemporâneo de si mesmo.
Minimalista por existência.
Transparecida pelo cubismo verde,
concluída no modernismo.
Pós-moderno na liberdade de ser quem você quiser ser.
Vamos celebrar a diversidade!!
E viva a globalização.
É, pode crer. Viva toda essa porra aí.
De tantas graças que vêm a porra,
não canso de me manifestar.
Viva, a Glória caralha.

Cleiton Jesus
André Guarany
Karolchita da Balachita
Felipe Leite

Piauí
18/05/2010
- Caralha!!
(sobre classificações e movimentos)
Entre o céu e a terra existe muito mais do que supõe.
Nossas pequenas angiometrias,
Mas céu e terra se prostram perante mim.
Minha filosofia rege toda a vida: Eu sou Deus!
Lado original da espiritualidade.
Inferno, céus.
Naturalismo de saber se encontrar, filosofar.
O natural deveria ser amar,
O que infelizmente é matar o desejo.
Quando haverá de haver o viver
Sem ter que matar o amor
que quer prevalecer?
Eu vou seguir meu, nosso caminho.
Sem ouvir o que faz mal.
Mas não vou, não posso, talvez queira, mas não vou ficar sozinho...
Fingindo sentir o que não sinto, posso ser honesto comigo?
Concidências fingindo o tempo todo o que não é,
Eu quis dizer você não quis escutar,
falar para o que está aqui.
Claro que não estou sozinho...
Tenho ela, a ência!
E se minha consciência sobrecarrega minha alma com lágrimas,
tenho a certeza de que minha ciência de viver,
é estar sempre a buscar o apogeu.
Pois o que quero na verdade
é me perder sempre em bons caminhos de uma alegria,
de uma efervescência.
Mas nunca vou parar de aprender.
Porque sempre fui um ser que aprende.

Daniel Carvalho
Paulo Wenceslau
Rubens D'Álima
Marcelo Van de Kamp

22 de julho de 2010

Eu simplesmente sendo...
Amando, perdoando e libertando.
Um vento que corre
Um intenso arrastado
Caindo gotas serenas
Ilimitam presente, o passado.
Duas lentes, uma janela e dois atores.
A fumaça se mistura com o vento.
Hoje, de tudo se fez festa.
A densidade seca, quente e rápida
Felicita o etéreo, o lento!
Ferida prazerosa de coçar,
A velhice na qual te vejo.
Enrugada pele opaca.
Estereotipada pela vertigem da idade,
arranhada pelo tempo seco.
Vejo a quadradização informal da cidade.
A sabedoria de um tempo que se passou,
mas que foi marcado pela sua vivência.
Fomos educados sempre para sobreviver dentro do espaço.
Só queria ser livre para expressar minha arte,
tudo que faz parte de mim.
Enfim!!

Selma Damasceno
Cleiton Jesus
Érika Persan
Daniel Carvalho
André Guarany
Karolchita da Balachita

Casa da Érika
28/04/2010

20 de julho de 2010

Meu sexo, meu ego e minha arte habitam meus ossos...
O cão que por minha boca late.
Vaca em meu estômago, rulmina!
Meus deuses nascem do ócio e habitam nas velhas usinas:
Que mordam-me suas palavras! Raiva que me arde a vagina!
Que me resta o vago presente.
Livre, elevado.
Sublime ardor, queima essência
de uma angústia interior.
Percorre, percorre... Transpareça.
Como vidros límpidos incediados.
Cuspindo traços de minha personalidade insólita
Vejo cores alaranjadas.
Queimados cachos da sabedoria circular.
Chupo cores, mamo flores.
Invoco o demo revestido de vermelho.
O mesmo demo que trouxe alvoroço à tua boca inquieta.
Na sua mais pura insanidade descoberta e intensa...
No seu alvoroço mais displicente e remoto.
Viva a insanidade.
Viva o prazer.
Viva a vida.
Que as glândulas devidas acionem.
As valsas da alma.
Mágicas queridas; mágoas e ânsias.
Curadas no afélio do querer minha santa vida,
palavra entortada; parábola folgada;
que cura o rubor de quimeras sensual mente felinas!
Nítidos, ofegantes os desejos alheios.
Dados, jogados aos devaneios.
Porque não rompem e quebram cada barreira?
Desarticulando ordens estabelecidas;
Desordenadas pela vivência caótica.
Caos de puro deleite;
Desordenagem linfática;
Leite puro, leite desencarnado.
Extraído de teus mórbidos poros,
que ganham vivacidade com o dedo distraído.
Fique à vontade.
Vamos contemplar o devaneio mórbido do teu corpo...
Somente assim veremos o novo.

Daniel Carvalho
Cleiton Jesus
André Guarany
Jean Bottentuit
Karolchita da Balachita

Piauí
20/04/2010
- De leite eu gosto, do resto eu não sei...

16 de julho de 2010

O som faz as ondas baterem no sentido humano,
sensações à parte aposenta suas dores,
depende do seu ser.
Ser amesquinhado.
Descontrariando virtudes vistas como sãs,
depositadas em lixões radioativos.
Sou eu, mesquinho e controverso em cada momento.
Não sou belo, não sou leve. Sou frio e denso.
Habito nos cultos, dos olhos, sob luz e sob sombra.
Num, fulguro cintilante, noutro me rompo sinistro.
Agora habito esse breu,
esse covão humano e dilacerante
que me separa de tudo o que possuo e que me consome.
Rapte-me calanga.
Sem pressa e também agoniante,
quero viver, conhecer, ter prazer em viver.
Por tudo faço valer a pena, aquela morena
De cabelos tingidos com vergonha.
Que mata divagamente;
Extravagantemente letal.
Penas das quais as subplumagens vacilam;
Exatamente: como nossos vacilos compõem nossas penas.
Sintamos pena de nós mesmos.
Sintamos pena da falha que habita esse Nós.
HABITAT, habitar o natural das coisas,
das insignificâncias mínimas, do seu andar.
Andar que distrai minha mente e que põe no cativeiro.
No seleiro aonde for, transformados pelo meio.
Somos influenciados por tudo que acreditamos.
Não sei mais aonde procurar e nem em que fase achar,
mas vou simplesmente a tudo que faço,
Vivo... Eternizar!
Se alguém tem fôlego,
tem esperança.

Paulo Wenceslau
André Guarany
Daniel Carvalho
Jean Bottentuit
Francisco de Assis

Bar do Samuel - N. Bandeirante
18/04/2010
- com participação do convidado da noite

15 de julho de 2010

A morte vem de forma arrancada do coração,
por medo ou até preocupação.
Viver assim reagindo ao alento,
pesquisar, provocar, não se matar.
Ser e estar na pele de um artesão,
trabalhar a vida sem ter nada em forma de moderação.
O minério valioso que compõe o tédio reverso,
o fato registrado; escapismo da testa.
Que sentimento morno dilacera coração tão nervoso?
As pernas rogam ao cérebro, se batem aquela contra esta...
Uma após a outra, a fuga denuncia o indivíduo!
A verdade te liberta muitas vezes do costume.
O costume não se define benéfico;
Mas o descostume assusta por ser novo.
Medo do novo do desconhecido
Te move. Te reconstrói!
Sou estes ou aqueles estilhaços Wilmanianos no lago de púrpura
E passa uma ----- na minha boca e move o cósmos do meu peito.
Sou apenas um pedaço de sonhos tortos.
Sou o que queria ser depois de descobrir o caroço da azeitona
que tenho em meu peito que bate.
Apenas é isso!!
Isso que é a ------- que espero
e que a cada dia esse pedaço dentro de mim se encontre.
Porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
E é só no silêncio que eu realmente me sinto bem...
Vamos encontrar nosso eu mais verdadeiro.
Vamos nos incomodar.
Vamos viver.
Vamos existir...

Paulo Wenceslau
Sami Maia
Daniel Carvalho
Vanessa Alves
Juliana Welasco
Milton César Pontes
Alzira Bosaipo
Glednna Fernanda
Rafael Afonso
Wilson Aleiro
Karoline Oliveira

Bar Thainá
16/04/2010
Quantos medos ditam regras,
quantos espinhos compõem os caules de amáveis rosas,
Inóspitas árvores?
Quantos prédios sombreiam as ruas e são respostas finas à folhagem!?

Quantos medos separam pela rosa, o remetente do destinatário????!
A única coisa que realmente importa é como nos relacionamos
com essa devastada natureza e quando nos conectamos verdadeiramente...
Para que serve a vida se não para desfrutá-la...
A vida serve pra quem serve, serve para quem cresce, cresce nos que servem...
A subserviência aplaca o desenvolvimento dos seres, tolhe e atrofia gente...
Podando os galhos velhos, a árvore vinga!
Juntam galhos e tecidos, mancha tinta!
Juntam-se as poesias da vida, juntos seremos uma grande poesia!
Sem ver a beleza das flores e perceber o que ela nos passa,
seremos meros humanos frágeis!!!
Não... mas não importa. Seremos sempre humanos.
A coisa mais pútrida e fria, asquerosa, presa nas próprias teias:
Nós, os humanos!
A coisa mais linda, puro amor de nada, expressão máxima de carinho;
Força criadora, força inovadora, de tigresas e ursinhos;
Nós humanos! Quanto mais desumanos e mesquinhos,
mais ainda nos fazemos de ternura, mais ainda revestimo-nos de carinho.
Mais ainda descobrimos o afeto!
E nesta calada da noite que procuramos as estrelas.
Sim! As estrelas...
Porque só o universo pode nos dar a verdadeira resposta,
a qual nunca poderemos questionar.

Daniel Carvalho
Karoline Oliveira

Bar Thainá
15/04/2010
Um dia não terei mais engrenagens,
um dia não serei mais maquinações possíveis, dentro de mim.
Depois, enferrujado, desgastado e deturpado,
poderei um dia, ser reciclado dentro de ti.
Dormirei sozinho; serei árvore, galhos e raízes.
Seremos frutos de sementes solitárias, aguardando o vazio...
Enquanto o vazio não chega somos vítimas da "própria" surpresa,
Surpresa de si, surpresa de ti,
Surpresa de todos aqueles que ainda virão vir.
Não tenho auxílio, mas também não preciso.
Sigo meu caminho,
Procuro apenas o que faz com que eu me sinta bem.
Me tire deste inferno,
não suporto a falta de idéias,
são tantas coisas novas para experimentar...
Mentes que geram idéias e que criam momentos novos e excitantes...
Quero penetrar nas águas do descobrimento
e ver as vísceras da carne expostas ao realento do que é "poder ser":
traficando a arte... foda-se!
E viva-se! Mastigue-se! Vomite-se!
Que o citoplasma da consciência aceite corpos estranhos;
Idéias não são vírus, são tijolos que compõem sonhos;
Entregue-se! Volte-se! Foda-se!
Se arrependeu? Faça novamente!
Porque no sonho vivemos uma só vez!

Bob Melvin
Adriana Heilmann
Felipe Leite
Karoline Oliveira
Cristiane Coelho
Daniel Carvalho
Larissa Cunha

Bar Thainá
15/04/2010
- vamos traficar a arte!!!

14 de julho de 2010

Foi-se o tempo em que sonhava!
Hoje vivo, me entrego!
Se tá certo eu não sei...
Quem há de saber? A classe da vida é incerteza...
Quemcanta pedaços de vidros, deitam em camas
Esperam indivíduos, se ardem na chama:
Quem chama de sapiência o ato de viver?
Transparência do saber...
esperar que algo aconteça é ser incrédulo dos seus sentimentos
que não mostram o que é ser.
E estar a beira da morte e um dia dizer:
E daí?! Eu vivi!...
Sobrevivi... e estou sempre a buscar os sentimentos verdadeiros,
pena que nem sempre é como se quer. Não importa.
Vou morrer. Sempre, cada vez mais..
Mas enquanto estiver aqui, serei eu mesmo.
Serei inteiro.
Só deixo a vida me mudar.
E se mudar, que mude por inteiro e que me desperte
ao puro devaneio.
E que nessa hora eu encontre o primeiro
que será com certeza aquele que otimamente mudará primeiro.
A mudança dança o tempo inteiro;
Pela metade, a hora fica meia,
Sou inteiro, inteiro devaneio;
Com certeza somos duvidosos.
Despertamos, dispersamos e não estamos inteiros.

Larissa Oliveira Cunha
Daniel Carvalho
Cristiane Coelho
Karoline Oliveira
Felipe Leite
Adriana Heilmann
Bob Melvin

Bar Thainá
15/04/2010
Ouvindo conversas alheias...
Aliviando a vida que de sua não tem nada.
Bisbilhotando interesses que podem ser seus
Na boca de outrem.
O que me interessa
não é saber qual dos dois caminhos seguir.
É que os dois caminhos me queiram.
Caminhos de subterfúgios ingremes;
Fugidos de sentimentos vãos;
Foragidos de si mesmos;
buscados nos caminhos divinos.
Transito entre o norte e o sul;
entre o gélido e o tropical.
Eu opto por enfrentar o frio
com meu casaco de certezas.
Tão sutis quanto a certeza de quem sou.
Invólucro por idéias esquizofrênicas.
Permeado por vivências mascaradas.
Quem sou?
Sou o pó da madrugada.
A escolha em forma de gente.
Mas hoje me pergunto:
Será tarde demais quando me encontro?

André Guarany
Bob Rodrigues

Piauí
14/04/2010
- Na encruzilhada (decisões)
Descubra o que não se pode ver...
Beba o que se pode tocar....
Deite-se com o inimigo e assim poder matar....
Matar o quê? Mate-me!
Esqueça o futuro que um dia foi reservado para nós...
Sombrio e frio
Infinito presente
Obscuro
obscuro...
morro radiante
Mas não sofro eternamente!
E que venham os ventos de aventuras e que levem as memórias das torturas
Por piores que sejam as dores nas entranhas e haja sangue,
depois do parto brota o infante!
É a dor, ela somente, que nasce da ternura!
Que esquenta; a sua dor e emoção...
Assim, fazer valer e tentar correr,
pelo espaço de arco-íris, diminuir e crescer!
Ha... esquece, não vou me convencer.
Tudo isso não faz sentido algum,
sem a explicação óbvia do sentimento mútuo,
e nessa busca inexplicável do amor é inevitável sentir dor.
Atitudes extra-cotidianas se transformando em rotina,
Bestificando sensações levianas;
das tardes sinestésicas inclaras...
Um ser instável... parasita de uma vida com atitudes imprestáveis
de ser um ser incansável para querer um bem,
crédulo de suas crenças e vísceras a mostra sangrenta de ódio.
Viver?
Qual teor ritmada agonia?
Traços vividos latentes ou serenos respingos ofertados de ódio?
Onde marcas, símbolos, rótulos sagrados,
restauram a noite de domingo.
Onde pessoas invisíveis se escondem no solo, mas não têm traços,
não têm respingos.
São soluções práticas, de água, enxofre e ácido clorídrico...
Misturas, quimicamente solúveis sobre o céu e sob a terra,
envolvendo todos nós, formando um Elo nervoso!
De maré presente o tempo todo!
Envolvendo todo o nosso ser
constantemente dentro do espaço,
infinitos prazeres intransferíveis e inimagináveis.
Dando saltos histriônicos na imensa piscina do ser.
Lembrando que somos imensas, gigantes formiguinhas...

Cristiane Coelho
Cleiton de Jesus
Daniel Carvalho
Paulo Wenceslau
Karol Oliveira
André Guarany

Piauí
07/04/2010
- sob a leitura Richardiana,
com um brinde aos poeteiros do bar..
Vidas bestas tranquilizadas,
amorfizadas por sensações dolorosas.
Contidas em tubos de ensaio!
Ensaiando as vidas vividas!
O prazer inevitável de se estar vivo
junto de momentos inexplicáveis e energéticos.
Jesus está no seu coração menina!
Isso é verdade mesmo...
Verdade de cú é rola...
As verdades são incertezas institucionalizadas
Interminavelmente mutáveis, aparentemente louváveis
Mas se descamoteiam e revelam as perfeições da falha -
- nem a incertitude espera: as verdades!
Simplesmente por não compreenderem os momentos súbitos
de quando se entrelaçam suas próprias verdades.
A realidade é um sistema tão verdadeiro
que pode nos encontrar sempre...
Nos bares, nas aulas, nas conversas;
Expondo vistas desconcertantes frente à nossa
Falta o verbo, constrange a fala, distribuo meu verso
Não adiro ao perverso, não prefiro as luzes...
Exatamente por oprimir o obscuro
numa inevitável leveza poética ilusória.
Eu gosto da chuva forte.
Você é uma cena da vida.

André Guarany
Daniel Carvalho
Karolchita da Balachita
Marcelo Van de Kamp

CONIC
29/03/2010
Varram os seres humanos, eles devem ir.
Não escutam, são teimosos, são uma máquina de destruir.
Pois ao planeta Terra não devem intervir.
Devem o total respeito ao leito, até o dia de partir.
De forma a encontrar o caminho livre
para nos tornarmos uma incrível mistura de vários sentidos...
Frutos de ventres inférteis, filhos do afável martírio.
Pode o fato crível de Deus devolver ao barro o legado do delírio?
Sensível ao toque velado que não se faz por olhos,
se faz por grandezas sem méritos e devolve Deus ao próprio espírito.
O barro faz parte de mim.
Os átomos que em mim existem não dão a mínima para quem os fez.
Se relacionam e coexistem em equilíbrio sem necessidade de criador.
As cristas, as ondas, o macio das plumas,
a transparência das águas dos olhos; o barro parte de mim.

Paulo Wenceslau
Karoline Oliveira
Daniel Carvalho
Mariana Aragão
Milton César Pontes

Bar Thainá
24/03/2010

21 de abril de 2010

A chuva molha o meu rosto causando incrível
sensação de viver,
ando pelas ruas sem a necessidade de pessoas
A luz me acompanha, não sei de onde vêm
e assim me deparo com...
As cascas da embauba decepadas a enchó e chuto as favas
São muitas as imagens no espelho das poças
São as aves, suas muitas cores
e o meu sorriso é uma represa.
Que te leva ao tempo arcaico neblinado por realeza,
da mais pura beleza.
Tudo isso a minguar, e eu com certeza penso:
que fase procurar...
Não sei te explicar.
Na existência de continuar a procurar,
uma fase sólida
e continuar nesta crise existencial de se questionar...
Postos à prova reverberam intermitentes,
contestam os frascos, rasgam sementes.
Sinos de flores tocam nos ouvidos dos que escutam,
os que falam, não param, pouco pensam,
nada sentem!

Mariana Aragão
Milton César Pontes
Paulo Wenceslau
Karoline Oliveira
Daniel Carvalho

Bar Thainá
24/03/2010
Existem efeitos especiais que resistem ao tempo
Efeitos que se rejuvenescem com o passar dos anos
Nos seios dos velhos insanos, nas veias dos jovens profanos
Falácia vermelha e nociva que quebra espelhos,
silêncio, entretanto.
E no calor dos corpos entre luzes vermelhas ficam abertos:
os copos de vinho embebedam os convidados.
Todos os convidados se embebedando. Fumaceando. Conversando.
Invocando todos os outros copos de vinho, todas as plantinhas prensadas.
Todas as cabeças feitas. Ou a fazer...
Uma louca mistura de várias loucuras
se satisfazendo do prazer de várias idéias
que se transfigura a maneira do seu próprio ser.
Por isso digo, falo, repito e grito para que todos me entendam.
Me entendam para desconstruir depois
Montando o quebra-cabeças da minha concepção
de vida, embaralhados pelos pensamentos torpes.
Entendam o universo e o espaço vago na vista
Ao fechar dos olhos, ninguém se encerra em si
E sim se joga no inconsciente sideral
Cego de si mesmo, se perde no espaço-tempo;
A visão não escolhe olhos sãos,
O enxergar visa à abstração...
A realidade é só opção!
As chuvas são as opções visíveis que molham as idéias únicas.
Rega e semeia frutos bons.
A vida está aí querendo ser vivida.
Numa constante e voraz vontade de viver
sempre e cada vez mais.
Vivendo assim uma constante curiosidade.

André Guarany
Daniel Carvalho
Jenifer Sousa
Mariana Brites
Karoline Oliveira
Ricardo de Souza
Bob Melvin

cogú
23/03/2010
- vale quinhentos mil...
Dia calmo, liberdades conquistadas...
Estranho minha aparente alegria
Distante das diferentes realidades
Mas numa beirando a nostalgia.

Porque você tem a liberdade de ser você mesma.
Mas não deve negar às putas, a santidade.
Tampouco relegar as virtudes às deusas.
Deusas, que na verdade, se desprendem de conceitos arcaicos
e brindam à hipocrisia.
Bebem com um gosto sereno
Todo o instante da agonia.
Sua emoção é como um ser
que transparece e envaidece seu próprio ser flutuante.

Sua explosão que ao brilhar, galáxias esmaecem!
Cometa intruso no centro límpido de nebulosa gigante!
Gigante é o caralho!
Gigante é meu pau, que conta histórias
do dedão do pé do fim do mundo..
Do gozo, do buraco profundo
Molhado, suado. Gemidos profundos.
O tocar dos teus lábios onde encontram os meus
na vontade mais gostosa de te penetrar profundamente
e de sentir o teu corpo inteiro intensamente.
Padeiros incessantes de pães carnudos intermitentes
Crescimento súbito de vegetais exóticos e gigantes
Que cai na umidade da terra fofa, terra fértil.
Ao barulho abafado, seguido do estatelar de toda semente.

André Guarany
Cleiton Jesus
Karol Oliveira
Daniel Carvalho

Vitela's Restaurante - 102 sul
11/03/2010
- estréia da Karolchita da Balachita no MôPôCô..

13 de abril de 2010

É arte e ponto.

11 de abril de 2010

Porque o amor tem que enganar
a quem realmente quer amar,
diz, condiz, não quis, sabe o que quer,
não é feliz...
Felicidade instantânea
Compartilhada em cápsulas efêmeras
de transes coletivos.
Interrompidos por prazeres mórbidos.
Pensamentos desconectos: não-políticos, não-filosóficos,
pouco acadêmicos, vão-filantrópicos!
São tentativas, igualmente vãs, totalmente ridículas essas...
Desses artistas; registros históricos; faces nazistas;
Entes pré-históricos e os únicos ainda a deter a visão real futurista.
Desconecto!? Então desconecta tudo.
Amor, paixão, fixação não!
Quero mais saber de podridão, sofrida.
Eu quero é rolly, rolly, rolly, rollywood...
AAHHH
Mas isso é uma onda,
na verdade o que eu quero é HollyBOMBA.
Pode ser quarenta, cinquenta,
mas tem que ter quem aguenta!!

Paulo Wenceslau
André Guarany
Daniel Carvalho

Casa do Jean
08/01/2010
- que porra foi essa?
(explica-se nas frases de Daniel)
Sonhos breves desenham a silhueta violenta da realidade.
E é leve, tua brisa, que cobre de mentira o corpo da verdade.
Te cubrirei com folhas desidratadas, almiscaradas..
Pelo tempo veloz que acalenta teus cabelos.
Seus cabelos que dançam embalados
pela melodia dos ventos.
Organicamente, ao ritmo do relento.
Relento que me mata de tédio
desesperador de caos calmo.
Um perto falso, distância apaziguadora.
Vontade cortês de fim avulso
Desejo penetrante: vaza o pulso.
Ecoa, de forma inebriante o tédio, a morbidez e a falta.
Ainda necessito ficar uns dias trancafiados em mim.
Trancafiado em meus pensamentos,
que meu coração não presceda minhas atitudes,
que meus atos sejam exclusivamente cerebrais.
Pensados com a cabeça entre as pernas.

01 Daniel Carvalho.............R$ 1,99
02 Jean Bottentuit.............1 EURO
03 Tiago Costa....................R$ 0,01
04 André Guarany.............R$ 0,50

Piauí
07/01/2010
- com citações ao filme do ano.
Amar, amor
do jeito que for.
Ser, crescer
Sem torpor.
Vejo que a luz incendeia
a noite com surpresas bem quistas.
Enfeitando a escuridão com luzes reveladoras

É fato, é claro, transparente
Como a membrana do pé do pato
A íris dos olhos de um gato...
Reverbera! É transcendente... parte de tolos
Parte da gente.
Respiração, força, transformação
Sempre a mesma coisa
O arroz com feijão de todo dia
Desafio eterno, o fácil e óbvio
Mas quase impossível de chegar
Deixe fluir, faz acontecer
Atravancando a eterna estrada de brejos floridos
Dissimulando sonhos e derretendo a voz úmida
da inóspita felicidade.
Que não resplandece, mas emana envolventemente
como uma corrente quebrando os ossos...
Felicidade, amargura, dor, ilusão, viagem...
O que será? Uma incógnita sem resolução?
Tudo é sempre tão envolvente, colorido, mágico!
O dia parece que está acabando;
Calor, lua, sensações e prazeres afloram com naturalidade.
Gente falante. Gente do bem. Gente pra vida.
Até que o ano chegue quero estar sentindo...
Sentindo sempre, mas o quê?
O questionamento é sempre presente,
sempre constante, ele é todo sempre.
Não que não encontre seu espaço,
ela também é parte do sempre, mesmo sendo o nada.
E talvez assim percebamos que tanto faz.
Cada um com o seu, mas sei lá, tanto faz!!!
O sempre e o nunca, sempre presente, mas nunca um só!

Mirna
André Guarany
Daniel Carvalho
Azul
Jean Bottentuit
Paulo Wenceslau
Marina Fell
KK

Piri na Pólis
28/12/2009
- em um sedutor encontro na rua que só passa paulista..

2 de abril de 2010

Meus olhos passeiam apaziguados, torpes, agitados, enfurecidos.
Se eles te tocam, não se ofenda...
Você não vive as vidas.
Nem é tão grande para isso.
Atenção é oferenda, não é eterno, mas é compromisso.
Compromissos da vida, às vezes...
não aproveitado como se deve.
Deixe... deixe a vida o envolver como uma névoa
envolvente, abrindo mão de conceitos.
Nevoeiros que respingam lascivos intentos,
que transpiram de teu peito iluminado.
Nuca nua que me tira o sono
e desestabiliza meus eixos.
Eixos retos curvilíneos,
tirando prazer das entranhas mais excusas.
Sufocando de dores bem-vindas.
ALVÍSSARAS!
Brilho na estrutura ocular de um ---------------------------
de um passarinho, do trajeto até o ninho!
de pequenos ovos vindos...
Surjam e manchem os céus, receptáculos invejáveis de horror
Sejam meu sonho, que voa livre,
mais livre ainda porque dispensa ruflar de asas
dispensa o mais superficial, amor!
A consciência se desprende.
A cortina nos olhos do menino se rasga.
Resplandece o sol... em dia que liberto será,
ou curtindo a liberdade está.
Subir, subir... pra não cair, mas de tombos que se sobe.
Matar o tempo insunerável é perda de tempo,
pois ele te mata e você é vulnerável.
É um morro que não acaba até que ele queira.
De tempo em polpa, do vento à toa,
do vento que te suga o odor inebriante de céu
Cinzento céu, que tira o colorido de meus olhos.
Tornando cinzas todas as possibilidades cinematográficas
de tensão oriundas do lindo dia de uma só cor.

Daniel Carvalho
Paulo Wenceslau
Jean Bottentuit
André Guarany

Espaço Eco Restaurante
PIRENÓPOLIS
26/12/2009
Antes turvas,
possibilidades subversivas se encantam
com amarelos cones e tormentas de paixonites.
De outros, de todos que se escondem
e se submetem sem querer.
A dor que alimenta sua vontade de viver.
A paciência é a consciência do espírito.
A consciência está entre o que quiseram ensinar
e o outro que quis absorver e readaptar.
Mas falaram ao vento, soltando palavras..
Queimando as traças desse desalento
Que entraves pueris, vertem teus sonhos.
São lebres sorridentes, são vermes torpes.
Seres humanos, amados ou não amados, "são eles"
achando ou tentando...
Matar o tempo, mas sabendo que é o tempo que os mata,
e que o dinheiro é ele...
Ele, ardendo, latente, expurgando, dilacerando,
aquilo do pouco que nos resta.

André Guarany
Filipe Soneca
Bob Melvin
Daniel Carvalho
Paulo Wenceslau

Coreto - PIRENÓPOLIS
25/12/2009
Versos de noite, pensamentos reversos,
de pequena noite cromada, alternados flagrantes,
aromantes perversos, idéia de minha morada!
No fim você começa a perceber...
O teu canto cada vez mais transforma-te em teu.
Teu plano, teu recôncavo, teu inferninho.
E essa tua vulva que impulsiona o mundo
em rotações intermináveis, sou teu.
Quem dá duas, dá três, rolo, rasgo roupa,
sou teu desejo, o pão, o pau, o beijo.
Sou eu, você e sua carne, minha pele na sua.
Tudo isso, apenas isso, tesão...
A beleza fria esquenta a dinâmica da corrente sanguínea.
Contatos fulgazes transpiram a vontade
de matar a sede de gozo latejante.
Cresce dentro do meio de minhas pernas,
líquidos densos por conta da energia dos corpos em contato!
Densos pela energia que transpira dos poros.
Suor de transpiração sexista.
Chibata de escravização racista, homicídio misógino.
Verdade determinista, bons são os silêncios falados
dos que calavam, dos que se escurecem às vistas.

Daniel Carvalho
Hugo Gonçalves
Jean Bottentuit
Anie Gomez
Bruno Ebo
Thaísa Taguatinga
André Guarany

Piauí
02/12/2009
Interno,
vou permanecer assim por longos dias.
Involucrar minhas intenções mais pérfidas
para acalmar o que está acerca de mim.
Fui prevenido pelo vento a conversar com o oceano,
a cochixar com as estrelas e confessar os mais chulos desejos ao diabo,
que está na rua conturbando os transeuntes.
Vou permanecer imerso
por longos anos até você regressar.
Entre deuses e antagônicos, orixás e sinônimos.
Internos são os pecados e os méritos, que a julgar
me torturam no baixume, me elevam ao etéreo.
Me faz beber chorume, me dá de beber os germes
que fermentam o vinho da loucura.
Eu repudio dos sexos, o tédio
Mas engulo cobras gigantes, espadas cortantes;
damas do assédio.
Até que minha parte, se faça só
e a do universo, se faça comigo.
Nem que no ensejo alheio faça-se o nó
Nem que se disfarsse a loucura de mero desejo
porque as violências da alma são ninhos de desespero.
As loucuras brotam do chão como pão novo,
satisfazendo os anseios do nutricionismo psicológico.
Estranhas sensações brotam:
Tédio, devaneio, psicodelismo, taras.
Visando a saciedade virtuosa da carne,
premissa da calma.
Escândalos sociais acontecem,
A carne adormece;
Magnetismos visuais aflorecem,
A carne estremece;
A carne sempre responde ao impulso visual.
Como um organismo que ignora os outros sentidos.
Tornando a visão um sentido fundamental
para a explosão espasmódica de muco.

Jean Bottentuit
Daniel Carvalho
André Guarany

Piauí
02/12/2009
Vindas da lascividade,
as piranhas vibram com a possibilidade
de um brilho obscuro noturno,
que faça clara a existência promíscua.
No vazio das noites em que durmo,
no frio de uma cama branca.
Nos sonhos sou soberano, na soberba da falha nociva.
Falha essa que corrói tudo
minhas vísceras, minha pele, meu sangue.
Penso que se a vida fosse sonho
poderia ser tudo o que quisesse.
Até que todo querer tornasse tudo enfadonho
e a falta do bem querer tornasse a vida estanque.
Como a vida de bichos pequenos, de vermes,
que dura um dia, uma noite, e isso é tudo!
Tudo é nada!
Como se diz em uma histrionia teatral:
o que há de mais belo na vida é olhar pro nada e enxergar tudo,
e vice-versa.
Da mesma forma com a morte, diz uma velha conversa:
que enquanto não é vivida, não se vive de verdade,
porque enquanto a morte não chega, não se sabe o fim da vida
e é só na hora dela que os olhos vêem o que antes não via.
Como sonhos que só nesta hora se tornam claros
revelando verdades que agora fazem sentido.
Tornando depressivos os momentos finais;
Já que agora já se viveu tudo de bom e ruim
que a vida tem a oferecer.
Embora todas as coisas acabem por perecer,
a beleza fica no fim do caminho.
Onde tudo claro se possa ver, verdade que se vê sozinho.
Apagam-se as luzes das pálpebras
e as oportunidades vão aparecer.

André Guarany
Daniel Carvalho

Piauí
02/12/2009

1 de abril de 2010

Panos caídos sob a luz amarela
tampam a única sombra que resta
e desaparece a possibilidade de conhecer o todo;
A fração do indivisível é de fato o próprio universo
É somente tolo o que ama um pedaço
que não contempla todo o resto
Metades, gomos, resto, resto?
Quem sabe a vida é constituída do agora.
E o agora pertence a todos e não só a uma metade.
Metade que se exclui ao se constituir metade;
Pois a partir daí há a referência do outro
Estabelecendo formas de psicologia coletiva que não esquizofrênica
dando a impressão de nunca estar só
E se indignar com isso, existe tal prerrogativa?
Solidão é um luxo nesse planeta, humano!
De choro se faz o berço; de silêncio, o túmulo.
Mas de beleza o intervalo entre um e outro
E se é necessário dividir e reclassificar
que seja infinitamente interno e externo
Jamais um corpo bifurcado
com um olho pra lá e um mais pra cá...
Vivemos então intensamente,
utilizando o passado em um presente,
que chega a ser mais rato que um mouse.

André Guarany
Daniel Carvalho
Ricardo de Souza

Piauí
17/06/2009
Uma tarde ensolarada, duas nuvens no céu
e uma promessa de temporal...
Temporal que nos empesteia de sentimentos bons
Fazendo a vida parecer mais agradável
frente as agruras insuportáveis do viver...
Naus que elevam até o céu
Ícaros que deram certo
Vindo a pulsar extramamente,
sob o ar que se pudera, em ambiente fechado.
Tão fechado que a paz vinda do céu era distorcida.
Os olhos marejavam, a maré enchia, a lua diminuia.
A linha céu/terra era tênue
e eu não via muito mais do que um palmo à frente.
Senti que não era nada!
Como se todos os músculos e ossos tivessem
acompanhados de um insustentável peso de se abstrair
Entre nuvens e pernas,
Entre mar e céu
A vida é assim, conturbada por elas feito anel.

André Guarany
Aluísio Augusto
Paulo Wenceslau
Mariana Brites

Só Drinks - 404 Norte
11/06/2009
Ana bica conversa de estranhos
fisicamente gordos havendo inteira justiça.
Lamentavelmente, Maria nunca oprimiu
porque queria ramificar sua tática.
Um vírus xixi zelava.

André Guarany
Paulo Wenceslau
Cleiton Jesus
Roberta Cavalcante

Mistura Brasileira - CONIC
28/04/2009
O escuro vem como um encanto,
Seduzindo a noite cheia de gente
Esclarecendo idéias antes incompreendidas
E acobertando outras antes iluminadas...
Vem singindo o desejo.
Vontades aprisionadas dentro do forno vivo do corpo borbulhante.
Faíscas em torno de sexos e cabeças perversas.
Cargas eletrizando a corrente de gozo que pulsa na carne entorpecida de prazer.
Ai! Gozei!
O prazer da consciência que vem depois do gozo
é sempre a recordação do que foi bom.
Como se o momento representado no quadro
fosse a eternidade guardada numa foto.
Diante disso, penso que para saber mais sobre felicidade
não há como as borboletas e as bolhas de sabão,
ou o que lhe assemelhe entre os homens!
Algo que estamos sempre em busca,
com sede, fome e fumaças.
A fumaça preenche o espaço vazio com possibilidades lúdicas
Gerando...
cores, luzes, raios e uma imensidão de infinitas possibilidades.
Maravilhas que pairam sobre todos que se lambusam com a vida,
provando, cheirando, mordendo, imaginando.
Ao invés de apenas engolir o que lhe cospem.

André Guarany
Fernando Honorato
Thaísa Taguatinga

Piauí
14/04/2009
Um movimento de poesia coletiva,
desenhos em procedimento com amigos contemporâneos...
O verde chama a atenção e de certa forma sentamos no seu chão...
a planta domina a nossa atenção
Movimentos vivos e coletivamente privados,
meramente arquitetados.
Com vidas substanciais de forma mais viva, onde existe vinda e volta!
trago a vida substancial.
De tudo e todos se tira a essência de uma bela obra,
onde "lombras" pincelam as cores mais apreciadas por modos de ver, falar e sentir.
A arte detalha tudo o que não se vê.
A essência da obra em tudo desperta.
Detalhamos o mundo onde nunca se espera,
se desperta tal alegria, então porque nunca me espera!
A alegria, tanto invade quanto contagia,
não conhece barreiras, ultrapassa a agonia.
É toda momentânea, pura e eterna existência.
Clarevidência me machuca quando não me cura.
É a vida que me modifica e é tão bonita.
Erro e acerto todo dia, como uma poesia.

Paulo Wenceslau
(autor desconhecido)
Bruno Pires
Adriana Rodrigues
Cleiton Jesus
Marcelo Van de Kamp

30/03/2009