Descubra o que não se pode ver...
Beba o que se pode tocar....
Deite-se com o inimigo e assim poder matar....
Matar o quê? Mate-me!
Esqueça o futuro que um dia foi reservado para nós...
Sombrio e frio
Infinito presente
Obscuro
obscuro...
morro radiante
Mas não sofro eternamente!
E que venham os ventos de aventuras e que levem as memórias das torturas
Por piores que sejam as dores nas entranhas e haja sangue,
depois do parto brota o infante!
É a dor, ela somente, que nasce da ternura!
Que esquenta; a sua dor e emoção...
Assim, fazer valer e tentar correr,
pelo espaço de arco-íris, diminuir e crescer!
Ha... esquece, não vou me convencer.
Tudo isso não faz sentido algum,
sem a explicação óbvia do sentimento mútuo,
e nessa busca inexplicável do amor é inevitável sentir dor.
Atitudes extra-cotidianas se transformando em rotina,
Bestificando sensações levianas;
das tardes sinestésicas inclaras...
Um ser instável... parasita de uma vida com atitudes imprestáveis
de ser um ser incansável para querer um bem,
crédulo de suas crenças e vísceras a mostra sangrenta de ódio.
Viver?
Qual teor ritmada agonia?
Traços vividos latentes ou serenos respingos ofertados de ódio?
Onde marcas, símbolos, rótulos sagrados,
restauram a noite de domingo.
Onde pessoas invisíveis se escondem no solo, mas não têm traços,
não têm respingos.
São soluções práticas, de água, enxofre e ácido clorídrico...
Misturas, quimicamente solúveis sobre o céu e sob a terra,
envolvendo todos nós, formando um Elo nervoso!
De maré presente o tempo todo!
Envolvendo todo o nosso ser
constantemente dentro do espaço,
infinitos prazeres intransferíveis e inimagináveis.
Dando saltos histriônicos na imensa piscina do ser.
Lembrando que somos imensas, gigantes formiguinhas...
Cristiane Coelho
Cleiton de Jesus
Daniel Carvalho
Paulo Wenceslau
Karol Oliveira
André Guarany
Piauí
07/04/2010
- sob a leitura Richardiana,
com um brinde aos poeteiros do bar..
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