15 de julho de 2010

Quantos medos ditam regras,
quantos espinhos compõem os caules de amáveis rosas,
Inóspitas árvores?
Quantos prédios sombreiam as ruas e são respostas finas à folhagem!?

Quantos medos separam pela rosa, o remetente do destinatário????!
A única coisa que realmente importa é como nos relacionamos
com essa devastada natureza e quando nos conectamos verdadeiramente...
Para que serve a vida se não para desfrutá-la...
A vida serve pra quem serve, serve para quem cresce, cresce nos que servem...
A subserviência aplaca o desenvolvimento dos seres, tolhe e atrofia gente...
Podando os galhos velhos, a árvore vinga!
Juntam galhos e tecidos, mancha tinta!
Juntam-se as poesias da vida, juntos seremos uma grande poesia!
Sem ver a beleza das flores e perceber o que ela nos passa,
seremos meros humanos frágeis!!!
Não... mas não importa. Seremos sempre humanos.
A coisa mais pútrida e fria, asquerosa, presa nas próprias teias:
Nós, os humanos!
A coisa mais linda, puro amor de nada, expressão máxima de carinho;
Força criadora, força inovadora, de tigresas e ursinhos;
Nós humanos! Quanto mais desumanos e mesquinhos,
mais ainda nos fazemos de ternura, mais ainda revestimo-nos de carinho.
Mais ainda descobrimos o afeto!
E nesta calada da noite que procuramos as estrelas.
Sim! As estrelas...
Porque só o universo pode nos dar a verdadeira resposta,
a qual nunca poderemos questionar.

Daniel Carvalho
Karoline Oliveira

Bar Thainá
15/04/2010

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