Meu sexo, meu ego e minha arte habitam meus ossos...
O cão que por minha boca late.
Vaca em meu estômago, rulmina!
Meus deuses nascem do ócio e habitam nas velhas usinas:
Que mordam-me suas palavras! Raiva que me arde a vagina!
Que me resta o vago presente.
Livre, elevado.
Sublime ardor, queima essência
de uma angústia interior.
Percorre, percorre... Transpareça.
Como vidros límpidos incediados.
Cuspindo traços de minha personalidade insólita
Vejo cores alaranjadas.
Queimados cachos da sabedoria circular.
Chupo cores, mamo flores.
Invoco o demo revestido de vermelho.
O mesmo demo que trouxe alvoroço à tua boca inquieta.
Na sua mais pura insanidade descoberta e intensa...
No seu alvoroço mais displicente e remoto.
Viva a insanidade.
Viva o prazer.
Viva a vida.
Que as glândulas devidas acionem.
As valsas da alma.
Mágicas queridas; mágoas e ânsias.
Curadas no afélio do querer minha santa vida,
palavra entortada; parábola folgada;
que cura o rubor de quimeras sensual mente felinas!
Nítidos, ofegantes os desejos alheios.
Dados, jogados aos devaneios.
Porque não rompem e quebram cada barreira?
Desarticulando ordens estabelecidas;
Desordenadas pela vivência caótica.
Caos de puro deleite;
Desordenagem linfática;
Leite puro, leite desencarnado.
Extraído de teus mórbidos poros,
que ganham vivacidade com o dedo distraído.
Fique à vontade.
Vamos contemplar o devaneio mórbido do teu corpo...
Somente assim veremos o novo.
Daniel Carvalho
Cleiton Jesus
André Guarany
Jean Bottentuit
Karolchita da Balachita
Piauí
20/04/2010
- De leite eu gosto, do resto eu não sei...
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