O som faz as ondas baterem no sentido humano,
sensações à parte aposenta suas dores,
depende do seu ser.
Ser amesquinhado.
Descontrariando virtudes vistas como sãs,
depositadas em lixões radioativos.
Sou eu, mesquinho e controverso em cada momento.
Não sou belo, não sou leve. Sou frio e denso.
Habito nos cultos, dos olhos, sob luz e sob sombra.
Num, fulguro cintilante, noutro me rompo sinistro.
Agora habito esse breu,
esse covão humano e dilacerante
que me separa de tudo o que possuo e que me consome.
Rapte-me calanga.
Sem pressa e também agoniante,
quero viver, conhecer, ter prazer em viver.
Por tudo faço valer a pena, aquela morena
De cabelos tingidos com vergonha.
Que mata divagamente;
Extravagantemente letal.
Penas das quais as subplumagens vacilam;
Exatamente: como nossos vacilos compõem nossas penas.
Sintamos pena de nós mesmos.
Sintamos pena da falha que habita esse Nós.
HABITAT, habitar o natural das coisas,
das insignificâncias mínimas, do seu andar.
Andar que distrai minha mente e que põe no cativeiro.
No seleiro aonde for, transformados pelo meio.
Somos influenciados por tudo que acreditamos.
Não sei mais aonde procurar e nem em que fase achar,
mas vou simplesmente a tudo que faço,
Vivo... Eternizar!
Se alguém tem fôlego,
tem esperança.
Paulo Wenceslau
André Guarany
Daniel Carvalho
Jean Bottentuit
Francisco de Assis
Bar do Samuel - N. Bandeirante
18/04/2010
- com participação do convidado da noite
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