Um dia não terei mais engrenagens,
um dia não serei mais maquinações possíveis, dentro de mim.
Depois, enferrujado, desgastado e deturpado,
poderei um dia, ser reciclado dentro de ti.
Dormirei sozinho; serei árvore, galhos e raízes.
Seremos frutos de sementes solitárias, aguardando o vazio...
Enquanto o vazio não chega somos vítimas da "própria" surpresa,
Surpresa de si, surpresa de ti,
Surpresa de todos aqueles que ainda virão vir.
Não tenho auxílio, mas também não preciso.
Sigo meu caminho,
Procuro apenas o que faz com que eu me sinta bem.
Me tire deste inferno,
não suporto a falta de idéias,
são tantas coisas novas para experimentar...
Mentes que geram idéias e que criam momentos novos e excitantes...
Quero penetrar nas águas do descobrimento
e ver as vísceras da carne expostas ao realento do que é "poder ser":
traficando a arte... foda-se!
E viva-se! Mastigue-se! Vomite-se!
Que o citoplasma da consciência aceite corpos estranhos;
Idéias não são vírus, são tijolos que compõem sonhos;
Entregue-se! Volte-se! Foda-se!
Se arrependeu? Faça novamente!
Porque no sonho vivemos uma só vez!
Bob Melvin
Adriana Heilmann
Felipe Leite
Karoline Oliveira
Cristiane Coelho
Daniel Carvalho
Larissa Cunha
Bar Thainá
15/04/2010
- vamos traficar a arte!!!
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