Varram os seres humanos, eles devem ir.
Não escutam, são teimosos, são uma máquina de destruir.
Pois ao planeta Terra não devem intervir.
Devem o total respeito ao leito, até o dia de partir.
De forma a encontrar o caminho livre
para nos tornarmos uma incrível mistura de vários sentidos...
Frutos de ventres inférteis, filhos do afável martírio.
Pode o fato crível de Deus devolver ao barro o legado do delírio?
Sensível ao toque velado que não se faz por olhos,
se faz por grandezas sem méritos e devolve Deus ao próprio espírito.
O barro faz parte de mim.
Os átomos que em mim existem não dão a mínima para quem os fez.
Se relacionam e coexistem em equilíbrio sem necessidade de criador.
As cristas, as ondas, o macio das plumas,
a transparência das águas dos olhos; o barro parte de mim.
Paulo Wenceslau
Karoline Oliveira
Daniel Carvalho
Mariana Aragão
Milton César Pontes
Bar Thainá
24/03/2010
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