21 de abril de 2010

A chuva molha o meu rosto causando incrível
sensação de viver,
ando pelas ruas sem a necessidade de pessoas
A luz me acompanha, não sei de onde vêm
e assim me deparo com...
As cascas da embauba decepadas a enchó e chuto as favas
São muitas as imagens no espelho das poças
São as aves, suas muitas cores
e o meu sorriso é uma represa.
Que te leva ao tempo arcaico neblinado por realeza,
da mais pura beleza.
Tudo isso a minguar, e eu com certeza penso:
que fase procurar...
Não sei te explicar.
Na existência de continuar a procurar,
uma fase sólida
e continuar nesta crise existencial de se questionar...
Postos à prova reverberam intermitentes,
contestam os frascos, rasgam sementes.
Sinos de flores tocam nos ouvidos dos que escutam,
os que falam, não param, pouco pensam,
nada sentem!

Mariana Aragão
Milton César Pontes
Paulo Wenceslau
Karoline Oliveira
Daniel Carvalho

Bar Thainá
24/03/2010
Existem efeitos especiais que resistem ao tempo
Efeitos que se rejuvenescem com o passar dos anos
Nos seios dos velhos insanos, nas veias dos jovens profanos
Falácia vermelha e nociva que quebra espelhos,
silêncio, entretanto.
E no calor dos corpos entre luzes vermelhas ficam abertos:
os copos de vinho embebedam os convidados.
Todos os convidados se embebedando. Fumaceando. Conversando.
Invocando todos os outros copos de vinho, todas as plantinhas prensadas.
Todas as cabeças feitas. Ou a fazer...
Uma louca mistura de várias loucuras
se satisfazendo do prazer de várias idéias
que se transfigura a maneira do seu próprio ser.
Por isso digo, falo, repito e grito para que todos me entendam.
Me entendam para desconstruir depois
Montando o quebra-cabeças da minha concepção
de vida, embaralhados pelos pensamentos torpes.
Entendam o universo e o espaço vago na vista
Ao fechar dos olhos, ninguém se encerra em si
E sim se joga no inconsciente sideral
Cego de si mesmo, se perde no espaço-tempo;
A visão não escolhe olhos sãos,
O enxergar visa à abstração...
A realidade é só opção!
As chuvas são as opções visíveis que molham as idéias únicas.
Rega e semeia frutos bons.
A vida está aí querendo ser vivida.
Numa constante e voraz vontade de viver
sempre e cada vez mais.
Vivendo assim uma constante curiosidade.

André Guarany
Daniel Carvalho
Jenifer Sousa
Mariana Brites
Karoline Oliveira
Ricardo de Souza
Bob Melvin

cogú
23/03/2010
- vale quinhentos mil...
Dia calmo, liberdades conquistadas...
Estranho minha aparente alegria
Distante das diferentes realidades
Mas numa beirando a nostalgia.

Porque você tem a liberdade de ser você mesma.
Mas não deve negar às putas, a santidade.
Tampouco relegar as virtudes às deusas.
Deusas, que na verdade, se desprendem de conceitos arcaicos
e brindam à hipocrisia.
Bebem com um gosto sereno
Todo o instante da agonia.
Sua emoção é como um ser
que transparece e envaidece seu próprio ser flutuante.

Sua explosão que ao brilhar, galáxias esmaecem!
Cometa intruso no centro límpido de nebulosa gigante!
Gigante é o caralho!
Gigante é meu pau, que conta histórias
do dedão do pé do fim do mundo..
Do gozo, do buraco profundo
Molhado, suado. Gemidos profundos.
O tocar dos teus lábios onde encontram os meus
na vontade mais gostosa de te penetrar profundamente
e de sentir o teu corpo inteiro intensamente.
Padeiros incessantes de pães carnudos intermitentes
Crescimento súbito de vegetais exóticos e gigantes
Que cai na umidade da terra fofa, terra fértil.
Ao barulho abafado, seguido do estatelar de toda semente.

André Guarany
Cleiton Jesus
Karol Oliveira
Daniel Carvalho

Vitela's Restaurante - 102 sul
11/03/2010
- estréia da Karolchita da Balachita no MôPôCô..

13 de abril de 2010

É arte e ponto.

11 de abril de 2010

Porque o amor tem que enganar
a quem realmente quer amar,
diz, condiz, não quis, sabe o que quer,
não é feliz...
Felicidade instantânea
Compartilhada em cápsulas efêmeras
de transes coletivos.
Interrompidos por prazeres mórbidos.
Pensamentos desconectos: não-políticos, não-filosóficos,
pouco acadêmicos, vão-filantrópicos!
São tentativas, igualmente vãs, totalmente ridículas essas...
Desses artistas; registros históricos; faces nazistas;
Entes pré-históricos e os únicos ainda a deter a visão real futurista.
Desconecto!? Então desconecta tudo.
Amor, paixão, fixação não!
Quero mais saber de podridão, sofrida.
Eu quero é rolly, rolly, rolly, rollywood...
AAHHH
Mas isso é uma onda,
na verdade o que eu quero é HollyBOMBA.
Pode ser quarenta, cinquenta,
mas tem que ter quem aguenta!!

Paulo Wenceslau
André Guarany
Daniel Carvalho

Casa do Jean
08/01/2010
- que porra foi essa?
(explica-se nas frases de Daniel)
Sonhos breves desenham a silhueta violenta da realidade.
E é leve, tua brisa, que cobre de mentira o corpo da verdade.
Te cubrirei com folhas desidratadas, almiscaradas..
Pelo tempo veloz que acalenta teus cabelos.
Seus cabelos que dançam embalados
pela melodia dos ventos.
Organicamente, ao ritmo do relento.
Relento que me mata de tédio
desesperador de caos calmo.
Um perto falso, distância apaziguadora.
Vontade cortês de fim avulso
Desejo penetrante: vaza o pulso.
Ecoa, de forma inebriante o tédio, a morbidez e a falta.
Ainda necessito ficar uns dias trancafiados em mim.
Trancafiado em meus pensamentos,
que meu coração não presceda minhas atitudes,
que meus atos sejam exclusivamente cerebrais.
Pensados com a cabeça entre as pernas.

01 Daniel Carvalho.............R$ 1,99
02 Jean Bottentuit.............1 EURO
03 Tiago Costa....................R$ 0,01
04 André Guarany.............R$ 0,50

Piauí
07/01/2010
- com citações ao filme do ano.
Amar, amor
do jeito que for.
Ser, crescer
Sem torpor.
Vejo que a luz incendeia
a noite com surpresas bem quistas.
Enfeitando a escuridão com luzes reveladoras

É fato, é claro, transparente
Como a membrana do pé do pato
A íris dos olhos de um gato...
Reverbera! É transcendente... parte de tolos
Parte da gente.
Respiração, força, transformação
Sempre a mesma coisa
O arroz com feijão de todo dia
Desafio eterno, o fácil e óbvio
Mas quase impossível de chegar
Deixe fluir, faz acontecer
Atravancando a eterna estrada de brejos floridos
Dissimulando sonhos e derretendo a voz úmida
da inóspita felicidade.
Que não resplandece, mas emana envolventemente
como uma corrente quebrando os ossos...
Felicidade, amargura, dor, ilusão, viagem...
O que será? Uma incógnita sem resolução?
Tudo é sempre tão envolvente, colorido, mágico!
O dia parece que está acabando;
Calor, lua, sensações e prazeres afloram com naturalidade.
Gente falante. Gente do bem. Gente pra vida.
Até que o ano chegue quero estar sentindo...
Sentindo sempre, mas o quê?
O questionamento é sempre presente,
sempre constante, ele é todo sempre.
Não que não encontre seu espaço,
ela também é parte do sempre, mesmo sendo o nada.
E talvez assim percebamos que tanto faz.
Cada um com o seu, mas sei lá, tanto faz!!!
O sempre e o nunca, sempre presente, mas nunca um só!

Mirna
André Guarany
Daniel Carvalho
Azul
Jean Bottentuit
Paulo Wenceslau
Marina Fell
KK

Piri na Pólis
28/12/2009
- em um sedutor encontro na rua que só passa paulista..

2 de abril de 2010

Meus olhos passeiam apaziguados, torpes, agitados, enfurecidos.
Se eles te tocam, não se ofenda...
Você não vive as vidas.
Nem é tão grande para isso.
Atenção é oferenda, não é eterno, mas é compromisso.
Compromissos da vida, às vezes...
não aproveitado como se deve.
Deixe... deixe a vida o envolver como uma névoa
envolvente, abrindo mão de conceitos.
Nevoeiros que respingam lascivos intentos,
que transpiram de teu peito iluminado.
Nuca nua que me tira o sono
e desestabiliza meus eixos.
Eixos retos curvilíneos,
tirando prazer das entranhas mais excusas.
Sufocando de dores bem-vindas.
ALVÍSSARAS!
Brilho na estrutura ocular de um ---------------------------
de um passarinho, do trajeto até o ninho!
de pequenos ovos vindos...
Surjam e manchem os céus, receptáculos invejáveis de horror
Sejam meu sonho, que voa livre,
mais livre ainda porque dispensa ruflar de asas
dispensa o mais superficial, amor!
A consciência se desprende.
A cortina nos olhos do menino se rasga.
Resplandece o sol... em dia que liberto será,
ou curtindo a liberdade está.
Subir, subir... pra não cair, mas de tombos que se sobe.
Matar o tempo insunerável é perda de tempo,
pois ele te mata e você é vulnerável.
É um morro que não acaba até que ele queira.
De tempo em polpa, do vento à toa,
do vento que te suga o odor inebriante de céu
Cinzento céu, que tira o colorido de meus olhos.
Tornando cinzas todas as possibilidades cinematográficas
de tensão oriundas do lindo dia de uma só cor.

Daniel Carvalho
Paulo Wenceslau
Jean Bottentuit
André Guarany

Espaço Eco Restaurante
PIRENÓPOLIS
26/12/2009
Antes turvas,
possibilidades subversivas se encantam
com amarelos cones e tormentas de paixonites.
De outros, de todos que se escondem
e se submetem sem querer.
A dor que alimenta sua vontade de viver.
A paciência é a consciência do espírito.
A consciência está entre o que quiseram ensinar
e o outro que quis absorver e readaptar.
Mas falaram ao vento, soltando palavras..
Queimando as traças desse desalento
Que entraves pueris, vertem teus sonhos.
São lebres sorridentes, são vermes torpes.
Seres humanos, amados ou não amados, "são eles"
achando ou tentando...
Matar o tempo, mas sabendo que é o tempo que os mata,
e que o dinheiro é ele...
Ele, ardendo, latente, expurgando, dilacerando,
aquilo do pouco que nos resta.

André Guarany
Filipe Soneca
Bob Melvin
Daniel Carvalho
Paulo Wenceslau

Coreto - PIRENÓPOLIS
25/12/2009
Versos de noite, pensamentos reversos,
de pequena noite cromada, alternados flagrantes,
aromantes perversos, idéia de minha morada!
No fim você começa a perceber...
O teu canto cada vez mais transforma-te em teu.
Teu plano, teu recôncavo, teu inferninho.
E essa tua vulva que impulsiona o mundo
em rotações intermináveis, sou teu.
Quem dá duas, dá três, rolo, rasgo roupa,
sou teu desejo, o pão, o pau, o beijo.
Sou eu, você e sua carne, minha pele na sua.
Tudo isso, apenas isso, tesão...
A beleza fria esquenta a dinâmica da corrente sanguínea.
Contatos fulgazes transpiram a vontade
de matar a sede de gozo latejante.
Cresce dentro do meio de minhas pernas,
líquidos densos por conta da energia dos corpos em contato!
Densos pela energia que transpira dos poros.
Suor de transpiração sexista.
Chibata de escravização racista, homicídio misógino.
Verdade determinista, bons são os silêncios falados
dos que calavam, dos que se escurecem às vistas.

Daniel Carvalho
Hugo Gonçalves
Jean Bottentuit
Anie Gomez
Bruno Ebo
Thaísa Taguatinga
André Guarany

Piauí
02/12/2009
Interno,
vou permanecer assim por longos dias.
Involucrar minhas intenções mais pérfidas
para acalmar o que está acerca de mim.
Fui prevenido pelo vento a conversar com o oceano,
a cochixar com as estrelas e confessar os mais chulos desejos ao diabo,
que está na rua conturbando os transeuntes.
Vou permanecer imerso
por longos anos até você regressar.
Entre deuses e antagônicos, orixás e sinônimos.
Internos são os pecados e os méritos, que a julgar
me torturam no baixume, me elevam ao etéreo.
Me faz beber chorume, me dá de beber os germes
que fermentam o vinho da loucura.
Eu repudio dos sexos, o tédio
Mas engulo cobras gigantes, espadas cortantes;
damas do assédio.
Até que minha parte, se faça só
e a do universo, se faça comigo.
Nem que no ensejo alheio faça-se o nó
Nem que se disfarsse a loucura de mero desejo
porque as violências da alma são ninhos de desespero.
As loucuras brotam do chão como pão novo,
satisfazendo os anseios do nutricionismo psicológico.
Estranhas sensações brotam:
Tédio, devaneio, psicodelismo, taras.
Visando a saciedade virtuosa da carne,
premissa da calma.
Escândalos sociais acontecem,
A carne adormece;
Magnetismos visuais aflorecem,
A carne estremece;
A carne sempre responde ao impulso visual.
Como um organismo que ignora os outros sentidos.
Tornando a visão um sentido fundamental
para a explosão espasmódica de muco.

Jean Bottentuit
Daniel Carvalho
André Guarany

Piauí
02/12/2009
Vindas da lascividade,
as piranhas vibram com a possibilidade
de um brilho obscuro noturno,
que faça clara a existência promíscua.
No vazio das noites em que durmo,
no frio de uma cama branca.
Nos sonhos sou soberano, na soberba da falha nociva.
Falha essa que corrói tudo
minhas vísceras, minha pele, meu sangue.
Penso que se a vida fosse sonho
poderia ser tudo o que quisesse.
Até que todo querer tornasse tudo enfadonho
e a falta do bem querer tornasse a vida estanque.
Como a vida de bichos pequenos, de vermes,
que dura um dia, uma noite, e isso é tudo!
Tudo é nada!
Como se diz em uma histrionia teatral:
o que há de mais belo na vida é olhar pro nada e enxergar tudo,
e vice-versa.
Da mesma forma com a morte, diz uma velha conversa:
que enquanto não é vivida, não se vive de verdade,
porque enquanto a morte não chega, não se sabe o fim da vida
e é só na hora dela que os olhos vêem o que antes não via.
Como sonhos que só nesta hora se tornam claros
revelando verdades que agora fazem sentido.
Tornando depressivos os momentos finais;
Já que agora já se viveu tudo de bom e ruim
que a vida tem a oferecer.
Embora todas as coisas acabem por perecer,
a beleza fica no fim do caminho.
Onde tudo claro se possa ver, verdade que se vê sozinho.
Apagam-se as luzes das pálpebras
e as oportunidades vão aparecer.

André Guarany
Daniel Carvalho

Piauí
02/12/2009

1 de abril de 2010

Panos caídos sob a luz amarela
tampam a única sombra que resta
e desaparece a possibilidade de conhecer o todo;
A fração do indivisível é de fato o próprio universo
É somente tolo o que ama um pedaço
que não contempla todo o resto
Metades, gomos, resto, resto?
Quem sabe a vida é constituída do agora.
E o agora pertence a todos e não só a uma metade.
Metade que se exclui ao se constituir metade;
Pois a partir daí há a referência do outro
Estabelecendo formas de psicologia coletiva que não esquizofrênica
dando a impressão de nunca estar só
E se indignar com isso, existe tal prerrogativa?
Solidão é um luxo nesse planeta, humano!
De choro se faz o berço; de silêncio, o túmulo.
Mas de beleza o intervalo entre um e outro
E se é necessário dividir e reclassificar
que seja infinitamente interno e externo
Jamais um corpo bifurcado
com um olho pra lá e um mais pra cá...
Vivemos então intensamente,
utilizando o passado em um presente,
que chega a ser mais rato que um mouse.

André Guarany
Daniel Carvalho
Ricardo de Souza

Piauí
17/06/2009
Uma tarde ensolarada, duas nuvens no céu
e uma promessa de temporal...
Temporal que nos empesteia de sentimentos bons
Fazendo a vida parecer mais agradável
frente as agruras insuportáveis do viver...
Naus que elevam até o céu
Ícaros que deram certo
Vindo a pulsar extramamente,
sob o ar que se pudera, em ambiente fechado.
Tão fechado que a paz vinda do céu era distorcida.
Os olhos marejavam, a maré enchia, a lua diminuia.
A linha céu/terra era tênue
e eu não via muito mais do que um palmo à frente.
Senti que não era nada!
Como se todos os músculos e ossos tivessem
acompanhados de um insustentável peso de se abstrair
Entre nuvens e pernas,
Entre mar e céu
A vida é assim, conturbada por elas feito anel.

André Guarany
Aluísio Augusto
Paulo Wenceslau
Mariana Brites

Só Drinks - 404 Norte
11/06/2009
Ana bica conversa de estranhos
fisicamente gordos havendo inteira justiça.
Lamentavelmente, Maria nunca oprimiu
porque queria ramificar sua tática.
Um vírus xixi zelava.

André Guarany
Paulo Wenceslau
Cleiton Jesus
Roberta Cavalcante

Mistura Brasileira - CONIC
28/04/2009
O escuro vem como um encanto,
Seduzindo a noite cheia de gente
Esclarecendo idéias antes incompreendidas
E acobertando outras antes iluminadas...
Vem singindo o desejo.
Vontades aprisionadas dentro do forno vivo do corpo borbulhante.
Faíscas em torno de sexos e cabeças perversas.
Cargas eletrizando a corrente de gozo que pulsa na carne entorpecida de prazer.
Ai! Gozei!
O prazer da consciência que vem depois do gozo
é sempre a recordação do que foi bom.
Como se o momento representado no quadro
fosse a eternidade guardada numa foto.
Diante disso, penso que para saber mais sobre felicidade
não há como as borboletas e as bolhas de sabão,
ou o que lhe assemelhe entre os homens!
Algo que estamos sempre em busca,
com sede, fome e fumaças.
A fumaça preenche o espaço vazio com possibilidades lúdicas
Gerando...
cores, luzes, raios e uma imensidão de infinitas possibilidades.
Maravilhas que pairam sobre todos que se lambusam com a vida,
provando, cheirando, mordendo, imaginando.
Ao invés de apenas engolir o que lhe cospem.

André Guarany
Fernando Honorato
Thaísa Taguatinga

Piauí
14/04/2009
Um movimento de poesia coletiva,
desenhos em procedimento com amigos contemporâneos...
O verde chama a atenção e de certa forma sentamos no seu chão...
a planta domina a nossa atenção
Movimentos vivos e coletivamente privados,
meramente arquitetados.
Com vidas substanciais de forma mais viva, onde existe vinda e volta!
trago a vida substancial.
De tudo e todos se tira a essência de uma bela obra,
onde "lombras" pincelam as cores mais apreciadas por modos de ver, falar e sentir.
A arte detalha tudo o que não se vê.
A essência da obra em tudo desperta.
Detalhamos o mundo onde nunca se espera,
se desperta tal alegria, então porque nunca me espera!
A alegria, tanto invade quanto contagia,
não conhece barreiras, ultrapassa a agonia.
É toda momentânea, pura e eterna existência.
Clarevidência me machuca quando não me cura.
É a vida que me modifica e é tão bonita.
Erro e acerto todo dia, como uma poesia.

Paulo Wenceslau
(autor desconhecido)
Bruno Pires
Adriana Rodrigues
Cleiton Jesus
Marcelo Van de Kamp

30/03/2009