Panos caídos sob a luz amarela
tampam a única sombra que resta
e desaparece a possibilidade de conhecer o todo;
A fração do indivisível é de fato o próprio universo
É somente tolo o que ama um pedaço
que não contempla todo o resto
Metades, gomos, resto, resto?
Quem sabe a vida é constituída do agora.
E o agora pertence a todos e não só a uma metade.
Metade que se exclui ao se constituir metade;
Pois a partir daí há a referência do outro
Estabelecendo formas de psicologia coletiva que não esquizofrênica
dando a impressão de nunca estar só
E se indignar com isso, existe tal prerrogativa?
Solidão é um luxo nesse planeta, humano!
De choro se faz o berço; de silêncio, o túmulo.
Mas de beleza o intervalo entre um e outro
E se é necessário dividir e reclassificar
que seja infinitamente interno e externo
Jamais um corpo bifurcado
com um olho pra lá e um mais pra cá...
Vivemos então intensamente,
utilizando o passado em um presente,
que chega a ser mais rato que um mouse.
André Guarany
Daniel Carvalho
Ricardo de Souza
Piauí
17/06/2009
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