2 de abril de 2010

Meus olhos passeiam apaziguados, torpes, agitados, enfurecidos.
Se eles te tocam, não se ofenda...
Você não vive as vidas.
Nem é tão grande para isso.
Atenção é oferenda, não é eterno, mas é compromisso.
Compromissos da vida, às vezes...
não aproveitado como se deve.
Deixe... deixe a vida o envolver como uma névoa
envolvente, abrindo mão de conceitos.
Nevoeiros que respingam lascivos intentos,
que transpiram de teu peito iluminado.
Nuca nua que me tira o sono
e desestabiliza meus eixos.
Eixos retos curvilíneos,
tirando prazer das entranhas mais excusas.
Sufocando de dores bem-vindas.
ALVÍSSARAS!
Brilho na estrutura ocular de um ---------------------------
de um passarinho, do trajeto até o ninho!
de pequenos ovos vindos...
Surjam e manchem os céus, receptáculos invejáveis de horror
Sejam meu sonho, que voa livre,
mais livre ainda porque dispensa ruflar de asas
dispensa o mais superficial, amor!
A consciência se desprende.
A cortina nos olhos do menino se rasga.
Resplandece o sol... em dia que liberto será,
ou curtindo a liberdade está.
Subir, subir... pra não cair, mas de tombos que se sobe.
Matar o tempo insunerável é perda de tempo,
pois ele te mata e você é vulnerável.
É um morro que não acaba até que ele queira.
De tempo em polpa, do vento à toa,
do vento que te suga o odor inebriante de céu
Cinzento céu, que tira o colorido de meus olhos.
Tornando cinzas todas as possibilidades cinematográficas
de tensão oriundas do lindo dia de uma só cor.

Daniel Carvalho
Paulo Wenceslau
Jean Bottentuit
André Guarany

Espaço Eco Restaurante
PIRENÓPOLIS
26/12/2009

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