2 de abril de 2010

Versos de noite, pensamentos reversos,
de pequena noite cromada, alternados flagrantes,
aromantes perversos, idéia de minha morada!
No fim você começa a perceber...
O teu canto cada vez mais transforma-te em teu.
Teu plano, teu recôncavo, teu inferninho.
E essa tua vulva que impulsiona o mundo
em rotações intermináveis, sou teu.
Quem dá duas, dá três, rolo, rasgo roupa,
sou teu desejo, o pão, o pau, o beijo.
Sou eu, você e sua carne, minha pele na sua.
Tudo isso, apenas isso, tesão...
A beleza fria esquenta a dinâmica da corrente sanguínea.
Contatos fulgazes transpiram a vontade
de matar a sede de gozo latejante.
Cresce dentro do meio de minhas pernas,
líquidos densos por conta da energia dos corpos em contato!
Densos pela energia que transpira dos poros.
Suor de transpiração sexista.
Chibata de escravização racista, homicídio misógino.
Verdade determinista, bons são os silêncios falados
dos que calavam, dos que se escurecem às vistas.

Daniel Carvalho
Hugo Gonçalves
Jean Bottentuit
Anie Gomez
Bruno Ebo
Thaísa Taguatinga
André Guarany

Piauí
02/12/2009

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