Interno,
vou permanecer assim por longos dias.
Involucrar minhas intenções mais pérfidas
para acalmar o que está acerca de mim.
Fui prevenido pelo vento a conversar com o oceano,
a cochixar com as estrelas e confessar os mais chulos desejos ao diabo,
que está na rua conturbando os transeuntes.
Vou permanecer imerso
por longos anos até você regressar.
Entre deuses e antagônicos, orixás e sinônimos.
Internos são os pecados e os méritos, que a julgar
me torturam no baixume, me elevam ao etéreo.
Me faz beber chorume, me dá de beber os germes
que fermentam o vinho da loucura.
Eu repudio dos sexos, o tédio
Mas engulo cobras gigantes, espadas cortantes;
damas do assédio.
Até que minha parte, se faça só
e a do universo, se faça comigo.
Nem que no ensejo alheio faça-se o nó
Nem que se disfarsse a loucura de mero desejo
porque as violências da alma são ninhos de desespero.
As loucuras brotam do chão como pão novo,
satisfazendo os anseios do nutricionismo psicológico.
Estranhas sensações brotam:
Tédio, devaneio, psicodelismo, taras.
Visando a saciedade virtuosa da carne,
premissa da calma.
Escândalos sociais acontecem,
A carne adormece;
Magnetismos visuais aflorecem,
A carne estremece;
A carne sempre responde ao impulso visual.
Como um organismo que ignora os outros sentidos.
Tornando a visão um sentido fundamental
para a explosão espasmódica de muco.
Jean Bottentuit
Daniel Carvalho
André Guarany
Piauí
02/12/2009
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