5 de agosto de 2010

No espaço considerável, me perco em um esboço,
Nebulado, entre estrelas e vazios num tempo sem fim...
Contando cada segundo no precioso tempo que nos resta.
Perdido nos tubos que vejo quando acendo o isqueiro.
Presença que cristaliza a imagem;
Eternalizando a nostalgia cruel que nos rodeia.
Prende-se a história;
Registro geral da filosofia;
portador de vã sabedoria.
Masculino e feminino juntos!
Unidos por um elo visceral.
Forte e ao mesmo tempo tão frágil quanto as flores
que são arrancadas da terra
só para trazer a uma pessoa dias de vã felicidade.
As flores são clitóris que exalam seu cheiro,
atraem as abelhas, as pessoas e as vespas;
embelezam com cores,
tão efêmeras e frágeis quanto as vísceras do tempo.
As borboletas carregam os melados
para as bocas inquietas de suas ansiedades.
Tensão, coesão, tesão...
Mistura tudo e acrescenta gelo!
Expectativa que me mata.
Apoteótica!
Caos escorrendo por todos os buraquinhos das estruturas
e das pessoas também.
Desgovernado.
Em direções opostas.
Um calor desgraçado em uma terra que não chove
mas garoa de manhãzinha.
Depois por instante o céu cala tudo, silencia.
E passa...
Mais uma vez...

Bob Melvin
Jeni Sousa
André Guarany
Mariana Brites

Casa do Jacques
14/07/2010
- a flor tá matando o cacto, ou não?

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