26 de julho de 2011

Daqui de onde o silêncio impera,
As tatuagens se movem sobre a pele,
Mas não o fazem sem toda dor,
E a dor é maior quando abafada pelo eco da ausência
de som...
O silêncio que tudo vê;
A complacência que todo sente;
Amascarado de transparências.
Véu do nu.
Sentindo o que não se sente.
Que espécie ilustre é essa que se cala.
Falas e falos nos faróis;
Vistos e revestidos em véus de favas;
Meus faustos fastis.
Decorados com cores, dores e bolores.
Fósseis e fossas dos fascínoras,
Com as entranhas entreabertas.
Quase arregaçadas por ferozes flores foices.
Talvez uma inchada bem grande quem sabe?
Para acabar é só colocar uns pingos nos "is".
Depois agarra a página, saca dela tudo de podre
e coloca um ponto final neste texto.
Mas o fim só deve vir se for consentido e coletivo.

Daniel Carvalho
André Guarany
Karoline Oliveira
Bob Melvin
Jean Bottentuit
Bichard de Souza
Jeni Sousa
Mari Brites

Piauí
03/07/2011
iii Mô Pô Cô Pô Mô ...
. fim do Clãdestin{A}to .

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