15 de dezembro de 2010

Na falta de céu ninguém voa.
Nos vôos da terra tudo sôa.
Ressôa, e transforma o que vê.
Pelas têmporas que voa.
E o que sobra?
O que a luz da consciência deixou de iluminar...
e sobrou o escuro...
Escuro como a noite, que se apresenta.
De repente estoura o estrondo
do trovão... a chuva cai...
Molhando, hidratando,
fazendo as pequenas vidas das plantas a voltarem a sorrir.
Goles, grandes goles de chuva.
A terra vai sorvendo simplesmente.
Uma chuva constante e fortemente útil.
Orgânico e vivo.
Passamos a vida a limpo!
E então descobrimos o primor do rascunho...

Luigi Pedone
Danilo Alves
Jeni Sousa
Isabella de Menezes

Beirute
27/11/2010
22:57
A árvore chove depois da chuva

Um comentário:

Projetiiinho disse...

Amarga boca como damasco epifânico
Ferro Germânico junto íntimo lânguido
murmurava núpcias optimizadas para querubins restaurados, saltitantes tão utópicos veiculavam xaxados zombeteiros.

Mariana Brites
Diego Azambuja
Adauto
Camila