30 de setembro de 2011

De cada gota, das quais em mim ressoam
Partes das partes
Ansiedade constante
Voam! Voam! Voam!
Bebês, balões, botas
Bota, botão, bundão
Bichinho, biquini, barba
Baba, bunda... Fim
Fixação não; desestabiliza
Vai pro bebê de chá ou
vai de chá para o bebê?
Polaróides e super 8 disparados
Como tiros na cabeça do provocador
que solomente atravessa Paris, Texas.
Sem afagos ou edredons divinos.
Cobertores velhos da minha infância
Que se desfibram como poeiras, põem-se em lembranças,
Marcas onde demarcam as linhas do tempo encoberto e irreverso.
Como sopros!
Ressoam o passado latente
Late sílabas marcantes.
Encante, o desencanto que sente.
Miam palavras chocantes,
Enquanto a galinha choca seu ovo.
Ouço a aurora durante horas
Ainda que sem resposta.
Zico, Zeus, Zulu
Zimbaboé, Zidane, Zorro
Zuada, Ziza, Zape
Zica, Zozó, Diga!
Tardes têmporas, transes transas,
Tótens tiranos titubeiam tabus transgêneros.
Estranhos no parnasianismo artificial
que altera os dias rotos no andaime raso.

Cleiton Jesus
Ugo Toddeboa
André Guarany
Jean Bottentuit
Bob Melvin
Louisse Aldrigues

Apto. locação secreta
10/09/2011
- pra poesia Lee de ontem
na locação secreta da Sacola de hoje.
Ela é reciclável...

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