13 de julho de 2012

Meus olhos ardem, isso não é coisa alguma...
Eu chamaria de nada!
Essa é a minha primeira vez voando;
O vento, por sua velocidade;
Os insetos, por tantas verdades e;
Partículas irreconhecíveis, por serem invisíveis!
Todos seguindo um instinto (distinto) chocam-se contra minha visão.
Visando mundos ainda não acordados;
Limando os párias sem fígado
Acometidos por um fel semi-árido!
Encontrei um ovni transexualista.
O tal, muito estranho, estava pálido, trêmulo, palpitante...
Tentativa de contato... Tentei um tato,
Uma daquelas danças que contagiam, convidativa...
Nenhuma resposta.
Pensei que ia ouvir pelo menos sua respiração,
mas só escutei o eco de mim mesmo.
Daí, pensávamos,
unicamente separados pelos barulhos de nosso ar se,
a partir dali, seguiríamos inadvertidamente rumo ao nosso abismo unilateral.
Fatal.
Jura ser real, mas morre ficcional.
Prevê o final e a luz do fim é sensacional.
Surreal! Me lembro quando os heróis pareciam reais,
Tudo era tão eterno, a magia congelada no tempo.
Todos temos condições de fazer história,
em um simples gesto se pode mudar um final.
Final porquê?
Estanques ilusórios vibram com sensações febris.
Sorria!
Recobertos de tudo,
todos recordam dos tempos onde o nada não precisava ser descoberto.
E a história reinicia...

Daniel Carvalho (com um infinito medo do esparro)
Jean Bottentuit (amalgamalorista)
Danilo A. X.
Alonso Bento
Diogo Alves Xavier
Mariana Brites
Leonardo Brasil
Ravi Diniz
André Guarany
Igor Baseggio

Bar do Mendes
05/02/2012
 - a única certeza da vida é a morte!

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