23 de outubro de 2011

Doce como a angústia alheia
Do sutil ato de não morder o lenteio
Que crava singela mordida perdida
Olhem, me entro às conversas à parte.

Íntimo, absurda textura inefável e inenarrável de momento,
sopro gentil de hábito doce e infantil,
e sujo e duro e gostoso e gososo e
Olhem, me entro às conversas à parte,
Chama toques, mexe redondo.
Preenche de água a cavidade, escorre...
Preencher é desejo, é?
Ai, me paralisa em movimento,
me faz contradizer contracorrida

com o peito direito.
Que bate no peito feroz preso no dedo
o sabor doce do chocolate.
Que delicia de querer o sabor.
Empanturrado embora,
hipnotizado pela sensação arrepiante
como se sentisse todas as partes do seu corpo em choque.
Como um toque de chocolate;
Elixir dos deuses;
Metamorfose transcendente
Fluindo através da percepção
Contato de primeiro, segundos que escrevo
De graus de um mundo condensado e materializado.
Na dimensão presente
Quarto...
Doce como a vida poderia ser
Envenenada pelo doce açúcar da satisfação
Entretida pelo salgado sabor da rosca leviana.
Diabetes da tia Beth,
Dia e noite do branco da neve...
Tão terrível quanto o adoçante...
Aspartame, acidulante, antiumectante,
Corante que adoça o meu amarelo crepúsculo.

Cleiton Jesus
Pepito
Mariana Brites
Jeni Sousa
Rafael Macumbera
Danilo Alves
André Guarany
Bob Melvin

Cine Brasólia
22/10/2011
- Doce Dúvida... Açúcar (pesquisa Mari e Pepito)

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