Delícia dos deuses, noite das descobertas,
noite das aventuras dionisíacas!
Auto da satisfação;
Sacros prazeres;
Condolentes luxúrias.
Espaço para questionar meu carro pro lado de lá.
Profanando. Seguindo. Cantando.
E o vinho não pára!
Divido a canção em quatro.
Três... Dois... Um..
E escolho a menor para perdoar meus erros.
Para, no segundo seguinte, me lembrar que nunca errei.
Nunca fiz mais ou menos do que podia;
Percebi que não eram minhas as palavras anorexas
e sim um vislumbre do futuro do resto do fim do universo.
Vivências, experiências, fluência, convivência e identificação.
Identidade, insanidade, liberdade.
Experimentar a sensação de (ser) sem ser notado.
Notando a insanidade de se ter liberdade.
E a liberdade de ter insanidade,
Não me cobre coerência.
E as prisões a qual a sanidade nos condiciona;
As gavetas de escura solidão...
Ih... tensão...
A luz ainda acesa.
As frases repetidas?
Pra quê essa pauta? Escrevo onde quiser...
Linha, que linha? Desalinha.
Mãos entre pernas para disfarçar o frio;
Frios nas mãos para disfarçar o calor;
Calor no frio para disfarçar o tempo;
Tempo nas mãos para disfarçar o tédio.
Com falta de ar e, talvez, de palavras para expressar tanto nada,
a alma vaza, os olhos se inclinam,
a respiração para pelo puro prazer de voltar e contar para todos.
Como o gelo nos olhos e o vazio dos corpos
esquentam e aquietam o caos do nosso medo.
Tão próximas fisicamente mas numa sensibilidade emocional tão distante.
Saudade do que não vivemos, das palavras e dos silêncios,
do corpo nu e dos prazeres ébrios.
Se o amor não é suficiente, o que seria?
Izabela Parise
André Guarany
Mari Brites
Xandra
Daniel Carvalho
Cicy Frenética
Casa da Mama
Hotel Móbile Suite
11/06/2012
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