7 de outubro de 2008

Nós, que aqui estamos
Nada já esperamos, nadjas esmagamos
Como quem sentiu e não viu
Como quem amou sem tocar.
Será que tocou com sentimento?
E faz isso? Só um ser sem sentido!
Sem sentido é a vida;
que cobra imposto pra sobreviver...
Pior os pulsos de morte que abarcam cada ser.
Antes disso sobreviver é foder
Foder, para calar.
Calar, para poder.
Mas se o poder fode com a gente, porque não foder com o mal.
E atingir o inferno astral!
Que inferno de cú é rola!
Mesmo quando as delícias dos fluídos corporais
conterem loucuras arrepiantes ao expor o sentir
e a língua recolhe do suor das delícias a mais
E essas maiores delícias, servem só pra consumir
O ócio. o sócio, o sol, a lua,
Até encontrar o próprio prazer.
Mas o prazer está na carne
E não na sociedade que vive sobre a carne.
A carne o tempo vai roer
Assim como rói nosso infinito querer!
Querer velado na imensidão.
Imensidão da vontade...
Vontade liberta!
Liberdade é vontade.

André Guarany
Daniel Carvalho
Flora Carreira
Cláudia Amorim

CONIC
11/08/2008

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