30 de outubro de 2008

Resplandecem em novas loucuras
Entregues às belas doçuras:
Relembramos da esbórnia, a fofoca!
Os beijos sabor cloro
E os amores eternos de 2 segundos...
A esbórnia sempre vestida de vermelho e branco
Controlado de nenhum modo
Pessoas somem, muitas se agarram e uma de cueca vermelha.
A noite flui rápida e cheia de situações espontâneas e incontroláveis,
Os beijos e mãos bobas ficam inquietos como seus donos,
Ardidos pelo desejo da próxima vítima.
Então sendo assim tudo flui de forma devida ou indevida,
Fogo humano sobe, como as ondas, com carícia.
Carícias? Pegação, atração, desejo, fome...
Carícias de um querer bem ou gostar.
Ser, estar, permanecer, apenas ser...
São todas as células que compõem o corpo do segredo
As festas dos percevejos que se fundem em calor,
E já não importa o desejo se a língua quente fala de amor.
Corpos cheios de contorno, mas sem forma.
Perdidos e achados nos corpos de terceiros, quartos, quintos...
Tintos, cerveja, ou seja, bebidas e drogas ilícitas
Na piscina, varandinha e uma pegadinha proibida.
No quarto a orgia se revela informal
Mãos indevidas, roupas íntimas no chão...
A vontade de que acontecesse algo desejável era tão grande,
e muito certo.
Mas não para os outros, que também lá estavam de prontidão.
Desejável. Querido, o que é isso?
Prontidão é o desejo realizado.
Estar com alguém desejável, atraente, é extremamente...
Excitante.

Daniel Carvalho
Bob Rodrigues
Gabriela de Andrade
André Guarany
Paulo Wenceslau
Cristiane Coelho

Piauí
27/10/2008
Poesia especial dedicada à festa
"eSBóRNia CoNTRoLaDA edição IV" (24 e 25/10/08)

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