28 de outubro de 2008

A tarde cai nesse som imutável,
A relevância das imagens me faz cético.
Mesmo nos goles que se transformam
e logo após se deformam em nuvens imaginárias.
Nuvens imaginárias de sossego, apego e desejo de sempre querer um mais "além".
Como um conjunto de sentimentos de carícia, dengo... e agora, amém!
Com perícia, penso, mas nada vem...
No silêncio um mundo de prazer e lamento!
Quando olho para dentro de minha parede estampada,
Entre chaves e navalhas, meu sangue dourado escorre,
Tenho que lamber as linhas.
Desfilando a saliva nessa coisa reta,
como um corpo liso estremecido de prazer.
Das canções surgidas do acaso um tanto caótico.
Todos, nós, um
Um por acaso... Um por eu, por você, por nossas canções ao vento,
realento me desespero por procurar algo que não existe.
No infinito... Assim, como quem pisa nos corações que rolaram nos cabarés.
Entre Deusas e bofetões, entre dados e coronéis, a vida é assim...
Feita de anéis.
Anéis fétidos de terrores, ares gélidos e tremores.
Que se fundem como raios, passeiam como vermes
Enchem seus estômagos de bactérias e bolores
Que fluem mágicos, da fundura do poço à altura da epiderme!
Termina por corroer as vastas planícies da anti-matéria...
Acho que vou dar uma "morridinha".

André Guarany
Gabriela de Andrade
Cristiane Coelho
Paulo Wenceslau
Daniel Carvalho
Bob Rodrigues

Piauí
21/10/2008
- sob o canto das cigarras, e baforadas na tarde boêmia.

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