No bar vemos que tudo é como é...
A vida se revela simples e graciosa.
Nas cadeiras que confortam as bundas,
nas tardes vagabundas,
Alivia, talvez, uma vida imunda
que de pueris tensões a alma inunda.
Mas ao mesmo tempo enche minha boca imunda de esperma de vida
E com mesmo toque e respiração ofegante me penetra e me engravida
Gerando uma energia interna que expande para fora
Causando êxtase esclarecedor para a alma.
Se a catarse fosse coletiva,
a incompreensão seria o mal que interviria.
A intervenção é o gêrmen de destruição que o império nutria.
E com bençãos, elmos, sede de justiça próprio fim gerava
Mas com ócio, sexo e dados à preguiça vivemos pelo sol que sorria
E entregamos aos donos da neve o antídoto que curava.
Causando irritação contínua aos que agonizavam com a abstinência.
Falando em abstinência,
a vida nos prende a remédios contínuos,
em doses homeopáticas diárias de felicidade
Ou overdoses cáusticas da infeliz cidade?
Contudo vivendo e sendo sempre aprofundado em beleza
E talvez nem todo o concreto e podridão das ruas
Tornarão as dádivas da natureza mais divinas e menos tuas.
André Guarany
Daniel Carvalho
ISO 9001
09/09/2008
(dia da criação do MôPôCô)
Um comentário:
preciso processar novamente..
e devagar..
vamos por parte.
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